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Com o objetivo de facilitar o embarque em aeroportos, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) revelou que planeja lançar uma nova modalidade: o passaporte digital. Dessa vez, o documento poderá incluir, além das informações convencionais, dados de saúde dos passageiros, como exames de Covid-19, por exemplo.

A novidade, batizada de Travel Pass, começará a ser testada já na próxima semana, com aplicativo disponível para Android e iOS, e poderá até substituir a versão física do documento. De acordo com Nick Careen, vice-presidente de segurança e carga de passageiros da Iata, a organização está muito confiante com a solução.

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“Ela é eficiente e está quase pronta para ser liberada. No início de janeiro vamos usar um piloto completo e depois vamos testar em alguns países ao redor do mundo”, afirma Careen.

No entanto, como se trata de um aplicativo com informações pessoais, obviamente há preocupações com a segurança. Careen afirmou que a estrutura do app foi projetada para proteger totalmente os dados dos passageiros: “Não há centro de dados, eles não vão ser armazenados em uma central”.

De acordo com ele, o principal objetivo do passaporte digital é o de trazer um avanço para o setor – que espera-se que permaneça mesmo depois da pandemia.

Segurança com o passaporte digital

Passaporte mostrará, além dos dados, informações de saúde. Foto: Ivan Marc/Shutterstock

Em uma pesquisa feita pela própria Iata, 70% dos passageiros declararam algum receio em entregar seu passaporte ou cartões de embarque aos responsáveis por promover o embarque no aeroporto durante o período de pandemia – algo que poderia ser resolvido com o passaporte digital.

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Além disso, 85% dos entrevistados afirmou que, caso um sistema para processamento de embarque sem contato fosse lançado, eles se sentiriam mais seguros de alguma forma.

Por fim, Careen foi questionado se a iniciativa da Iata não seria vista como um competidor de outros participantes do mercado. Em resposta, ele afirma que não, e completa dizendo que “se fôssemos competidores, teríamos tentado monopolizar o mercado e não faríamos um trabalho ‘open source’. A indústria precisa de ajuda. As aéreas e consumidores precisam de algo rápido e estamos na melhor posição para fazer isso”.

Via: Uol