EnglishPortugueseSpanish

A Espanha relatou um atraso na entrega de um lote da vacina da Pfizer contra a Covid-19 destinado a oito países europeus, que estava originalmente programada para esta segunda-feira (28). Segundo o Ministério da Saúde do país, o atraso foi causado por problemas ao manter a temperatura necessária para conservação da vacina durante o transporte.

Ao contrário da maioria das vacinas convencionais, que podem ser armazenadas a uma temperatura entre 2 e 8 °C, a vacina da Pfizer e BioNTech precisa ser armazenada a -70 °C, e é transportada até os locais de vacinação em caixas especiais cheias de gelo seco. Fora desta temperatura ela só permanece efetiva por cinco dias quando armazenada em uma geladeira comum.

publicidade

Segundo o governo espanhol, o problema já foi resolvido e um novo lote será entregue nesta terça-feira (29). O país comprou 4.591.275 doses da vacina da Pfizer, suficientes para imunizar quase 2,3 milhões de pessoas, que serão entregues em lotes de semanais de 350 mil doses ao longo de 12 semanas.

A vacinação na Espanha, que já registrou 1,8 milhão de casos de Covid-19 e 50 mil mortes, será realizada em três etapas. A primeira começou neste domingo (27), e nela serão priorizados os residentes e funcionários de asilos de idosos e instituições de deficientes, funcionários da linha de frente do sistema de saúde, outros profissionais de saúde e idosos não institucionalizados.

O Ministério da Saúde espanhol não informou quais foram os outros sete países afetados pelo problema no transporte da vacina da Pfizer. Na Alemanha, que começou sua campanha de vacinação neste sábado (26), alguns governos locais também relataram problemas com a temperatura durante o transporte.

A vacina da Pfizer precisa ser armazenada a -70 ºC e transportada em caixas com gelo seco. Imagem: Elzbieta Krzysztof / Shutterstock
A vacina da Pfizer precisa ser armazenada a -70 ºC e transportada em caixas com gelo seco. Imagem: Elzbieta Krzysztof / Shutterstock

Vacina de Oxford está perto da aprovação

Em uma entrevista ao jornal britânico “The Sunday Times” publicada nesta domingo (27) o CEO da empresa farmacêutica AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou que sua vacina contra Covid-19 deve ser aprovada pelo Reino Unido “nesta semana”.

Segundo Soriot, novos resultados de testes mostram que a vacina de Oxford tem eficácia de “100%” na prevenção de casos graves de Covid-19. Entre as vacinas já aprovadas para uso na população, a da Pfizer/BioNTech tem eficácia de 95%, enquanto a da Moderna é de 94%. Segundo a Rússia, a Sputnik V tem eficácia de 91,4%.

A nova rodada de testes foi determinada após a AstraZeneca admitir um “erro humano” no protocolo de testes da terceira fase, cujos resultados foram anunciados em novembro.

Segundo a empresa, a vacina de Oxford tinha eficácia de 62% em voluntários que receberam duas doses e 90% em quem recebeu meia dose, seguida de uma dose completa. Entretanto, o segundo regime de testes não estava originalmente programado, e foi resultado de um “erro humano”.

A vacina de Oxford é ansiosamente aguardada pois tem vantagens importantes sobre a vacina da Pfizer. Entre elas estão o custo mais baixo, cerca de US$ 4 (R$ 20,87) por dose, e a maior facilidade no armazenamento. Enquanto a concorrente precisa ser armazenada em câmaras frias a -70 °C, a vacina de Oxford pode ser armazenado nas mesmas geladeiras usadas para vacinas comuns, com temperaturas de 2 a 8 °C.

Fonte: Folha de São Paulo