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Recentemente a comunidade científica foi seriamente desfalcada com a paralização e posterior desabamento do telescópio do Observatório de Arecibo, uma das estruturas mais importantes do mundo para a visualização do espaço. Mas os chineses querem compensar essa perda e, a partir de abril, disponibilizarão o Radiotelescópio Esférico de 500 metros de Abertura (Fast) para pesquisadores do mundo todo.
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O Observatório Astronômico Nacional da China anunciou nesta segunda-feira (4) que cientistas de qualquer país poderão fazer requisições online para usar o dispositivo para observação a partir de 1º de abril. Um horário estipulado será liberado até 1º de agosto. “Cientistas chineses também precisam cumprir a formalidade de inscrição online”, explicou o engenheiro-chefe do Fast, Jiang Peng, à agência estatal Xinhua.
No primeiro ano de abertura do telescópio para a comunidade científica internacional, cerca de 10% do tempo de observação será alocado para cientistas estrangeiros. Localizado na província de Guizhou, sudoeste da China, o Fast é considerado o radiotelescópio mais sensível do mundo. O equipamento foi construído em 2016 e iniciou as operações em 11 de janeiro de 2020.
Entre outros objetivos, o instrumento será usado na busca por exoplanetas e vida extraterrestre. Com 500 metros de diâmetro, o Fast é 200 metros maior do que o Observatório de Arecibo, e ocupa uma área equivalente a 30 campos de futebol. Até agora, o radiotelescópio já registrou 240 pulsares.
O governo chinês investiu mais de US$ 180 milhões no projeto que teve de desapropriar as casas de centenas de moradores nos arredores do local, a fim de evitar interferências de radiofrequência.
Via: Xinhua/Global Times