YouTube vai punir canais que promovem mentiras sobre eleições – incluindo os de Trump

Plataforma de vídeos vai impedir temporariamente que canais identificados postem vídeos, além de remover o conteúdo que contenha desinformação
Rafael Arbulu, editado por Daniel Junqueira 07/01/2021 16:41, atualizada em 07/01/2021 17:46
YouTube
Imagem: PiXXart/Shutterstock

O YouTube anunciou que vai punir canais que promovem mentiras sobre as eleições, removendo sumariamente qualquer vídeo que contenha desinformação e, ao mesmo tempo, advertindo com um “strike” o canal que o veicular. A medida já está valendo e a primeira “vítima” é ninguém menos que o ex-presidente americano, Donald Trump.

Continua após a publicidade

A medida não é exatamente nova, mas foi novamente comunicada e reforçada pelo YouTube na quarta-feira (6), após os eventos de invasão do Capitólio, em Washington, onde o presidente eleito Joe Biden participava da cerimônia que confirmava a sua vitória nas eleições de novembro de 2020. A ocasião ficou marcada pela tentativa de invasão de correligionários de Trump, que entraram no edifício em oposição à nomeação do novo presidente. Uma mulher acabou sendo morta pela polícia que protegia o local.

youtube vai punir canais: donald trump
O ex-presidente Donald Trump teve vídeos banidos de seu canal no YouTube após os eventos de ontem (6) no capitólio. Imagem: Michael Candelori/Shutterstock

A norma foi originalmente emitida em dezembro, com o YouTube proibindo a veiculação de qualquer conteúdo que apresentasse conspirações sem substância sobre fraudes eleitorais das eleições americanas de novembro. Segundo um porta-voz da empresa, que falou ao The Verge, desde então a plataforma removeu “milhares” de vídeos.

Originalmente, a medida contava com um período de leniência, onde o YouTube apenas removeria os vídeos, sem advertir os canais ofensores. Entretanto, devido aos eventos ocorridos na quarta-feira (6), a rede decidiu antecipar a punição completa de sua regra.

Nos termos do YouTube, um “strike” é um tipo de advertência que o Google – dono da plataforma – impõe em seu canal, temporariamente lhe impedindo de publicar mais vídeos. Segundo diversos youtubers declararam no passado, há um limite de três “strikes” no qual, uma vez atravessado, o Google sumariamente deleta o seu canal, sem possibilidade de backup.

Com a medida, o YouTube dá segmento a uma tendência promovida por diversas empresas de tecnologia que começaram a punir desinformação: o Twitter restringiu a conta do ex-presidente Donald Trump (embora já a tenha restabelecido), ao passo que o Facebook o “baniu indefinidamente” da rede social homônima e do Instagram. Todos acusaram o ex-presidente de incitar a violência e promover “fake news” ao alegar que ele teria vencido a eleição e seria vítima de fraude.

Fonte: The Verge

R
Rafael Arbulu

Jornalista formado pela Universidade Paulista, Rafael é especializado em tecnologia, cultura pop, além de cobrir a editoria de Ciências e Espaço no Olhar Digital. Em experiências passadas, começou como repórter e editor de games em diversas publicações do meio, e também já cobriu agenda de cidades, cotidiano e esportes.

Daniel Junqueira
Daniel Junqueira

Daniel Junqueira é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Iniciou sua carreira cobrindo tecnologia em 2009.

Gostou? Compartilhe! Ajude mais pessoas a ficarem informadas.
Prefira o OD no Google
Ícone Whatsapp Ícone Whatsapp Ícone Instagram Ícone Facebook Ícone Linkedin Ícone Telegram Ícone Email