O CEO e cofundador do Twitter, Jack Dorsey, declarou nesta quinta-feira (14) que banir Donald Trump de sua rede social foi a decisão correta. No entanto, disse que essa prática pode acabar “estabelecendo um precedente perigoso” no futuro.

Tomar esse tipo de decisão “fragmenta a discussão pública”, declarou Dorsey em um tuíte postado na quarta-feira (13):

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Segundo o diretor-executivo do microblog, simplesmente banir usuários “limita e divide o potencial de esclarecimento, redenção e aprendizado”. Também estabelece um poder superior para um indivíduo ou corporação sobre “uma discussão pública e global”.

O bloqueio foi alvo de críticas por parte dos republicanos. Segundo eles, o direito ao discurso livre do presidente teria sido “sufocado”. Dorsey revelou no Twitter que, apesar de “não celebrar ou sentir orgulhar do bloqueio”, o risco de ameaças tanto na rede como fora da internet era real. Em outra postagem, o executivo revela que, em casos como este, a política de regras do Twitter prevalece.

Novas medidas de segurança no Twitter

O Twitter segue implementando, desde o ano passado, uma série de medidas na tentativa de reduzir a propagação e a remoção de postagens e contas que violam as regras vigentes da plataforma.

Dorsey acredita que as novas regras podem ajudar a promover “conversas mais saudáveis na internet e diminuir o comportamento ruim na rede social.”

Donald Trump
Facebook, Instagram, YouTube e Snapchat também bloquearam os perfis de Donald Trump. Imagem: Joseph Sohm/Shutterstock

O CEO adiciona que o bloqueio das contas de Trump em outras redes sociais não foi algo coordenado pelo Twitter. No entanto, a longo prazo, essa mesma prática pode abrir “precedentes que podem ser destrutivos para o nobre propósito e as ideias de uma internet livre”, finalizou.

Vale lembrar que a decisão de banir a conta ‘@realDonaldTrump’, com mais de 88 milhões de seguidores, foi motivada pelo risco de Trump provocar eventos ainda mais violentos difundindo mensagens que incitam a violência após a invasão do Capitólio.

Nesta quarta-feira, Donald Trump se tornou o primeiro presidente da história dos EUA a responder duas vezes seguidas por processos de impeachment.

Fonte: Al Jazeera