EnglishPortugueseSpanish
publicidade

A retirada do Parler dos servidores da Amazon e o bloqueio de contas de extremistas em outras redes sociais fez com que um número crescente de usuários migrasse a publicação de panfletos e imagens incentivando atos violentos para o Facebook. Dezenas de posts estão sendo monitorados pela rede social.  

O uso da retórica inflamada ecoa as convocações que resultaram na invasão Capitólio dos Estados Unidos na semana passada. Autoridades norte-americanas alertam para a possibilidade de novos protestos violentos durante a posse do presidente eleito Joe Biden, no próximo dia 20.

publicidade

O Facebook está removendo as publicações usando tecnologia de reconhecimento de imagens – identificadas por um grupo de organizações parceiras que rastreiam terrorismo e crimes cibernéticos. “Trabalhamos com especialistas em inteligência cibernética para detectar convocações para atos de violência e remover conteúdo prejudicial que poderia levar a mais violência”, disse um porta-voz da empresa à Bloomberg.

A invasão do prédio que abriga o Congresso norte-americano por extremistas de direita que acabou com cinco pessoas e 14 policiais feridos. Imagem: Alex Gakos/Shutterstock

A rede social considera a invasão ao Capitólio dos EUA um evento que viola sua “política de organizações e indivíduos perigosos”, o que significa que o conteúdo que elogia o evento será removido. O próprio presidente Donald Trump foi bloqueado da rede após o ato promovido por seus apoiadores em Washington.

Preparação para a posse

A rede social já baniu mais de 250 grupos de supremacia branca e está trabalhando para “proibir a QAnon e os grupos de milícia de se organizarem em nossa plataforma”, completou o porta-voz.

O Facebook também está removendo publicações contendo a frase “stop the steal” (“parem com o roubo”), que faz referência às acusações – até então infundadas – de que as eleições presidenciais de novembro tenham sido fraudadas.

publicidade
Homem encapuzado vestindo um moletom Qanon em uum comício de Donald Trump com um caminhão e bandeiras à sua frente
Na véspera das eleições, em novembro, um apoiador de Donald Trump exibe um moletom com referência à teoria da conspiração Qanon em um comício. Imagem: Julian Leshay/Shtterstock

“Temos permitido debates robustos relacionados ao resultado da eleição e isso vai continuar”, explicam Guy Rosen, vice-presidente de integridade, e Monika Bickert, vice-presidente de gerenciamento de políticas globais.

“Mas com as tentativas contínuas de organizar eventos contra o resultado da eleição presidencial dos EUA que pode levar à violência, e o uso do termo por aqueles envolvidos na violência de quarta-feira (6) na capital, estamos dando mais um passo na preparação para o evento da posse”, completam os executivos, em um comunicado oficial.

Via: Bloomberg