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Provavelmente como última ação do governo Trump contra a Huawei, fornecedores dos EUA foram notificados de que suas licenças de fornecimento, fechadas com a companhia chinesa para venda de componentes, serão revogadas – isso inclui a Intel que, em setembro, recebeu permissão para retomar os negócios com a empresa.  

Foi revelado também que há a intenção de rejeitar vários outros pedidos de companhias para venda de componentes à Huawei. Essa ação ocorre pouco antes de Joe Biden assumir a presidência do país – evento que deve ocorrer em 20 de janeiro.

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De acordo com a Reuters, que ouviu uma fonte familiarizada com o assunto, esse movimento surge em meio a uma estratégia do governo norte-americano para enfraquecer a Huawei, considerada uma das maiores empresas de equipamentos de telecomunicação do mundo.  

A justificativa para todos esses ataques é que a Huawei é uma ameaça à segurança e aos interesses dos Estados Unidos. Isso porque a empresa supostamente utilizaria seus equipamentos para espionagem.  

Em resposta às notificações, o Departamento de Comércio afirma que não pode comentar decisões específicas de licenciamento, mas que continua a trabalhar com outras agências para aplicar “consistentemente” as políticas de uma forma que “proteja a segurança nacional dos EUA e os interesses da política externa”. 

Em um e-mail que a Reuters teve acesso, a Associação da Indústria de Semicondutores disse que o Departamento de Comércio revelou “intenções de negar um número significativo de pedidos de licença de exportação para a Huawei e a revogação de pelo menos uma das licenças emitidas anteriormente”.  

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Essas decisões foram tomadas após uma série de reuniões realizadas em 4 de janeiro deste ano. Os encontros tiveram participação de funcionários importantes dos departamentos de Comércio, Estado, Defesa e Energia. 

Desde maio de 2019, a Huawei é alvo de uma série de proibições por parte do governo norte-americano. No entanto, com o passar dos meses, algumas licenças temporárias foram emitidas. Com as mudanças atuais, pode ser que a empresa fique sem peças fundamentais para produção de seus equipamentos. 

Via: Reuters