Na segunda-feira (18), o governo dos Estados Unidos pediu à Austrália que rejeitasse o projeto de lei que a tornaria o primeiro país do mundo a forçar o Facebook e o Google a pagar por notícias provenientes da mídia local.  

Em uma solicitação apresentada por Daniel Bahar e Karl Ehlers, representantes comerciais assistentes dos EUA, foi descrito que a Austrália deveria suspender os planos envolvendo Google e Facebook e estudar “mais os mercados e, se apropriado, desenvolvesse um código voluntário”.  

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Tramitando atualmente em um comitê do senado, a lei, que tem amplo apoio político, descreve que o Google e o Facebook estarão sujeitos a arbitragem de preços obrigatória caso um acordo comercial entre essas empresas e a mídia australiana não puder ser fechado.  

O documento apresentado pelos EUA ainda descreve que o projeto australiano tem como alvo duas empresas americanas, “sem ter estabelecido previamente violação da lei australiana, ou quebra das regras de mercado”.  

O texto ainda afirma que o “governo dos Estados Unidos está preocupado que uma tentativa, por meio da legislação, de regular as posições competitivas de certos atores em um mercado digital em rápida evolução, em óbvio detrimento de duas empresas americanas, produzam resultados terríveis. Também pode haver consequências negativas de longo prazo para as empresas americanas e australianas, bem como para os consumidores australianos”. 

Anúncio do projeto 

O governo australiano anunciou a legislação no mês passado depois que uma investigação determinou que as gigantes da tecnologia, detêm muito poder de mercado na indústria da mídia, uma situação que representa uma ameaça potencial para o bom funcionamento da democracia.  

O projeto foi criado após uma investigação de 18 meses feita pela Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores. Na ocasião, foi descoberto que, a cada $ 100 gastos com publicidade online, 53 dólares são destinados ao Google, 28 dólares ao Facebook e 19 dólares para as empresas de mídia.   

Por conta disso, o Google e Facebook consideram que, em algum momento, podem ser forçados a limitar suas ofertas na Austrália.  

Via: Reuters