Microsoft Teams rastreia todas as atividades dos usuários, diz site

A “pontuação de produtividade” permite que o Teams monitore dados de suas chamadas em vídeo, quantos e-mails enviou ou respondeu etc.
Rafael Arbulu, editado por Fabiana Rolfini 19/01/2021 13:53, atualizada em 19/01/2021 16:33
Microsoft Teams
Imagem: DANIEL CONSTANTE/Shutterstock

O Microsoft Teams conta com uma função de produtividade – “Productivity Score”- que teoricamente permite que gestores monitorem a eficiência de seus funcionários por meio de uma pontuação relacionada ao quanto eles trabalharam.

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No entanto, tal função pode ser vista por especialistas como bastante invasiva, levantando questões importantes sobre privacidade do ambiente de trabalho.

Isso porque o recurso consegue monitorar ativamente os dados de suas videochamadas, saber quantos e-mails você enviou ou respondeu, medir seu uso de apps como o Office 365, etc. Ele também analisa quais dados você informa em seu perfil – nome completo e e-mail, celular, endereço e assim por diante.

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Microsoft Teams cria um relatório de produtividade para administradores de sistema e gestores. Imagem: Tada Images/Shutterstock

Evidentemente, esse “productivity score” não é tão invasivo quanto outras ferramentas de monitoramento existentes por aí. Em um mundo onde chefes conseguem tirar fotos de você e da sua tela por meio da webcam do seu computador, o que o Teams faz é até ameno. E a própria Microsoft vinha sendo honesta com esse monitoramento, presente nos termos de uso da plataforma.

Uma atualização em setembro de 2020, porém, ampliou esse leque, permitindo que o Teams (e gestores) gravem quantas mensagens urgentes você enviou e para quem, a quantidade de mensagens enviadas por chats privados e, aparentemente, o motivo pelo qual você bloqueou algum outro usuário.

microsoft teams: lista de itens monitorados
Parte da lista de itens monitorados pela função de produtividade do Microsoft Teams. Imagem: ZDNet/Reprodução

Teams permite monitoramento de funcionários?

Até o momento, não é possível afirmar que a função tem sido usada por chefes para vigiar seus funcionários, mas pessoas preocupadas com o assunto já deram voz a questionamentos do tipo no fórum oficial da Microsoft e no Reddit, com medo de receberem um chamado do chefe, dizendo que “mês passado, você deixou de responder a 12 mensagens”.

De acordo com os termos da Microsoft, a empresa admite as gravações e monitoramento de ações dos funcionários, mas a decisão tomada a partir disso é dos gestores de equipe.

Ao ZDNet, um porta-voz da empresa disse que “Somente o administrador global tem direitos de uso para a experiência de análise e relatório, a qual oferece insights sobre as formas pela qual a empresa usa o Microsoft Teams, mas não o conteúdo da mensagem em si”.

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Microsoft admite monitoramento de ações dos funcionários, mas cade ao gestor da equipe decidir o que fazer a respeito. Imagem: fizkes/Shutterstock

Em outras palavras, o administrador de sistema não sabe se você falou sobre o resultado do jogo na semana passada ou de algum documento importante do trabalho. Ele também não sabe que é necessariamente você na conversa. Ainda assim, há quem argumente que esse tipo de informação pode ser deduzida.

Autorização prévia

De modo a aliviar as preocupações dos usuários, a Microsoft publicou, em sua página oficial, uma longa explicação sobre como esse monitoramento é feito e, mais importante, que o usuário deve autorizá-lo, antes de tudo.

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“As pessoas que decidirem permitir isso poderão revisar clipes de voz para aprimorar o desempenho do sistema de inteligência artificial da Microsoft por uma diversidade de pessoas, estilos de discurso, sotaques, dialetos e ambientes acústicos”, disse o arquiteto executivo dos serviços de transformação digital da empresa, John Roach.

Segundo ele, “o objetivo é tornar a tecnologia de reconhecimento de discurso da Microsoft mais inclusiva e fácil de se interagir. Clientes que decidirem não contribuir com seus clipes de voz para revisão ainda poderão usar todos os produtos e serviços de voz da Microsoft”.

Fonte: ZDNet

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Rafael Arbulu

Jornalista formado pela Universidade Paulista, Rafael é especializado em tecnologia, cultura pop, além de cobrir a editoria de Ciências e Espaço no Olhar Digital. Em experiências passadas, começou como repórter e editor de games em diversas publicações do meio, e também já cobriu agenda de cidades, cotidiano e esportes.

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Fabiana Rolfini

Fabiana Rolfini é redator(a) no Olhar Digital

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