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Com pouco menos de uma semana para o fim do mês, São Paulo já registra mais casos e mortes por Covid-19 em janeiro do que em dezembro passado, deixando claro uma aceleração do ritmo da pandemia.

Segundo a Folha de São Paulo, citando dados da Secretaria de Estado da Saúde, neste mês foram 237.130 casos de Covid-19 e 4.785 mortes por Covid-19. 16 mil casos e 163 mortes a mais do que em todo o mês de dezembro, o que representa um crescimento de 7% no número de casos e 3,5% no número de mortes.

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Desde a pandemia o total do Estado é de 1.699.427 casos e 51.502 mortes. Neste domingo (24) a ocupação dos leitos de UTI no estado era de 71,7%. Para que não faltem leitos, o governo de SP abriu 756 novos leitos em hospitais estaduais e anunciou a reabertura do hospital de campanha de Heliópolis, na zona sul da capital paulista, com outros 24 leitos de UTI.

Na última sexta-feira (22) o governo estadual determinou que 7 regiões do estado estão na “Fase vermelha” do Plano São Paulo, a mais restritiva e que permite o funcionamento apenas dos serviços essenciais.

Mapa das regiões de São Paulo de acordo com o “Plano São Paulo” em 22 de janeiro de 2021. Imagem: Governo do Estado de São Paulo

As outras 10 restantes estão na fase laranja, que permite a todos os setores comerciais o funcionamento, mas com horário reduzido e restrição de capacidade. Duas semanas antes, em 8 de janeiro, quatro regiões estavam na fase laranja e as 13 restantes na fase amarela.

Entretanto, todas as regiões do estado entram na fase vermelha em feriados, aos fins de semana e após as 20h em dias úteis, efetivamente criando um horário limite para o funcionamento de bares, restaurante e para o comércio não-essencial.

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Mudanças no requisito de número de casos dificulta “passar de fase”

A fase em que uma região do estado está é definida de acordo com critérios como taxas de transmissão, tendências no número de casos e ocupação de leitos. Com as mudanças feitas pelo governo do estado em 8 de janeiro, ficou mais difícil para uma região progredir da fase laranja para a amarela. Antes era necessário ter uma taxa de ocupação de leitos abaixo de 75%, mas agora ela deve ser menor que 70%.

A mudança para a fase verde também ficou mais difícil: antes era necessário atingir a marca de no máximo 40 internações e cinco óbitos a cada 100 mil habitantes no intervalo de duas semanas. Agora, o limite é de 30 internações e três óbitos a cada 100 mil habitantes, no mesmo período.

Em contrapartida, as restrições da fase laranja foram afrouxadas: parques estaduais poderão ficar abertos e eventos com público sentado e entrada controlada, como cinemas, estão liberados.

Estabelecimentos comerciais poderão funcionar com 40% da capacidade, por até oito horas por dia, mas o atendimento presencial deve ser encerrado às 20h. Bares não poderão fazer atendimento presencial.

Fonte: Folha de São Paulo

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