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Tomar a vacina contra a Covid-19 é, hoje, uma das alegrias dos idosos que já estão recebendo o imunizante. Na cidade de São Paulo, um dos locais de vacinação é o drive-thru montado no Estádio do Pacaembu para atender os cidadãos.

Depois de muita expectativa, Elizabeth Leopoldo de Oliveira, de 94 anos, foi até lá para tomar a primeira dose da CoronaVac na segunda-feira (8). Ela está na expectativa de poder visitar a bisneta, o neto, a filha e as sobrinhas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. A família não se encontra desde janeiro de 2020.

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Elizabeth Leopoldo de Oliveira recebe a primeira dose da CoronaVac em São Paulo. Foto: Barbara Oliveira/Arquivo pessoal

Em 22 de fevereiro, Elizabeth completa 95 anos. Será o segundo aniversário dela sem os parentes por perto. “Ela ficou satisfeita, porque o maior desejo dela hoje é pegar um avião”, conta a filha Barbara Oliveira, que a levou para ser vacinada. “Ela não vê a hora de poder encontrar a família novamente.”

Apesar de estar feliz por ter sido vacinada, a idosa não gostou do atendimento. “Ela ficou bem chateada porque não colocaram algodão no braço dela após a aplicação da vacina nem deram a data da segunda dose”, explica a filha.

Carteinha sem data de retorno
A idosa foi vacinada com a CoronaVac, mas não sabe quando deve retornar para a segunda dose. Foto: Barbara Oliveira/Arquivo pessoal

Outros idosos que moram no mesmo condomínio que Elizabeth e foram ao drive-thru do Pacaembu também voltaram para casa sem informação sobre a data de retorno. Já amigos da idosa que foram vacinados em outros locais tiveram a data da segunda dose escrita na carteirinha ou foram comunicados verbalmente para voltar em 21 dias para a segunda dose.

Para Barbara, não houve muita interação com os profissionais no Pacaembu. “Era um drive-thru, então não podia demorar”, lembra. Agora, Elizabeth espera poder retornar após 21 dias, ou seja, em 1º de março. “Vou levá-la para a segunda aplicação nessa data, mesmo sem a confirmação”, diz Barbara.

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Atendimento parece não ter padrão

A impressão que fica é que não há padrão no atendimento. Especialmente em relação aos idosos, que são mais fragilizados e podem não se atentar a esse detalhe, o cuidado precisa ser maior. Como fica um idoso que não tem um cuidador para se preocupar com a data de retorno?

O Olhar Digital entrou em contato com a secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo e foi informado de que quem está responsável pela operação no drive-thru do Pacaembu é a prefeitura da capital paulista. A reportagem procurou a secretaria de Saúde da cidade de São Paulo, mas ainda não obteve retorno.