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A Advocacia Geral da União revelou mais informações sobre o andamento da campanha de vacinação contra Covid-19. Em documento encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, o governo informa que a imunização já chegou a todos os idosos de mais de 90 anos e 73% dos profissionais de saúde.

Além disso, também já foram cobertos dois outros grupos considerados prioritários: os de 60 anos ou pessoas com deficiência que estão institucionalizados. Não foram apresentados da vacinação de idosos de outras faixas etárias além daqueles com mais de 90 anos.

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Apesar disso, o país está muito longe de vacinar todos os grupos listados como prioritários no plano de imunização contra Covid-19. São quase 77,3 milhões de pessoas, entre idosos, portadores de comorbidades e profissões consideradas de risco.

Até o momento, apenas 5 dos grupos que estão no topo das prioridades começaram a ser imunizados. Segundo o plano do ministério, o “top 5” das prioridades são:

  1. Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas: 156.878 pessoas
  2. Pessoas com deficiência institucionalizadas: 6.472 pessoas
  3. Povos indígenas vivendo em terras indígenas: 413.739 pessoas
  4. Trabalhadores de saúde: 6.649.307 pessoas
  5. Pessoas de 90 anos ou mais: 893.873 pessoas

A AGU não enviou, no entanto, informações relativas ao terceiro grupo na lista acima. Os povos indígenas foram excluídos da contabilidade, mas, segundo levantamento do G1, foram apenas 154.592 pessoas pertencentes ao grupo que receberam no mínimo a primeira dose, o que significa que 62% não receberam nenhuma aplicação.

O Brasil vive, no momento, uma crise de escassez de vacinas. Várias cidades no país deixaram de imunizar novas pessoas, guardando seus estoques para a aplicação da segunda dose e atrasando a vacinação de idosos. Isso se deve ao atraso no fornecimento do insumo farmacêutico ativo (IFA) ao Instituto Butantan, responsável pela CoronaVac, e a Fundação Oswaldo Cruz, que produz a vacina de Oxford.

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A expectativa é que o fornecimento de vacinas deve começar a ser normalizado a partir da semana que vem, com a entrega de novas doses produzidas pelo Butantan e deve acelerar em março, quando a Fiocruz encerrar o envase dos primeiros frascos da vacina de Oxford no Brasil.