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A CoronaVac levará um pouco mais de tempo do que se planejava para voltar a ter seu fornecimento normalizado no Brasil. Isso porque, segundo o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan não conseguirá entregar o carregamento previsto para fevereiro, o que atrasará a cadeia de distribuição do mês e afeta o cronograma de vacinas.
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Com isso, o ministério tem seu primeiro revés no cronograma anunciado nesta semana, que prevê a disponibilidade de 230,7 milhões de doses de vacina até o mês de julho.
O programa projetava receber do Butantan 9,3 milhões de doses da CoronaVac no mês de fevereiro. No entanto, com o atraso na liberação do insumo farmacêutico ativo (IFA), preso na China aparentemente em decorrência de questões diplomáticas, o instituto poderá entregar apenas 2,7 milhões de doses até o fim do mês, o que é apenas 30% do previsto.
O Butantan se defendeu das declarações da Saúde alegando que o atraso é culpa do próprio governo federal, por se indispor com a China, dificultando a liberação da matéria-prima.
“O Ministério da Saúde omite e ignora fatos em seu comunicado oficial. Deixa de informar que, como é de conhecimento público, o desgaste diplomático causado pelo governo brasileiro em relação à China provocou atrasos no envio da matéria-prima necessária para a produção da vacina. Além disso, não houve qualquer empenho da União na liberação dos insumos junto ao governo chinês”, diz o comunicado divulgado pelo instituto.
O instituto também ressalta que, mesmo com o atraso, 9 em cada 10 vacinas contra o coronavírus usadas na rede pública são fornecidas pelo Butantan, e que a liberação só aconteceu pelo esforço do governo paulista. “É inacreditável que o Ministério da Saúde queira atribuir ao Butantan a responsabilidade pela sua completa falta de planejamento, que acarretou a falta de vacinas para a população em diversos municípios do país”, afirma a nota.
A CoronaVac não é a única com entregas previstas para fevereiro. O cronograma de vacinas apresentado pelo Ministério da Saúde também prevê a entrega de mais 2 milhões de doses da CoviShield, imunizante de Oxford/AstraZeneca, ainda neste mês, ainda sem uma data concreta. As doses devem chegar prontas da Índia e só a partir de março a Fiocruz começará a entregar vacinas produzidas com o IFA.