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As vacinas contra a Covid-19 ficaram prontas e estão em uso em centenas de países do mundo. Só que o ritmo de produção, mesmo com a atuação intensa de diferentes fabricantes, não tem sido suficiente para abastecer as necessidades globais de vacinação.

Por isso, laboratórios concorrentes têm se associado para expandir os esforços. A farmacêutica francesa Sanofi, por exemplo, fez acordo com a Pfizer e com a Janssen, da Johnson & Johnson, para produzir as fórmulas das duas marcas enquanto seu próprio imunizante não fica pronto.

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Agora, a Merck, Sharp & Dohme (MSD) também vai atuar em parceria com a Janssen. A ideia é aumentar substancialmente o fornecimento da vacina e aumentar a velocidade da vacinação. A farmacêutica tentou, por quase um ano, encontrar uma forma de participar do programa de vacinação dos EUA. Embora seja bastante experiente na fabricação de vacinas, não conseguiu ainda desenvolver uma fórmula contra a Covid-19.

Esse acordo com a Johnson & Johnson busca isso, mas ainda não está claro quanto a MSD vai conseguir ajudar. A adaptação de sua linha de produção para produzir um imunizante que não foi criado por ela vai levar tempo – fala-se em cerca de dois meses. Nesse ínterim, a demanda por imunizantes contra o novo coronavírus pode diminuir.

Por outro lado, o surgimento de mais variantes pode levar à necessidade de doses de reforço para indivíduos já vacinados. Além disso, se as substâncias se provarem seguras para crianças, mais milhões de doses serão necessárias para imunizá-las. E se houver um excedente nos EUA, ele pode ser doado ou vendido a outros países.

Avanço da vacinação

A fórmula da Johnson & Johnson, que requer apenas uma dose para imunização completa, foi aprovada pela Administração de Alimentos e Medicamentos americana (FDA), que equivale à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no sábado passado (27). Um dos objetivos do acordo com a MSD é justamente ajudar a conter o avanço da Covid-19 em meio ao surgimento de cada vez mais variantes do novo coronavírus.

Nos contratos que fizeram com o governo americano, Pfizer, Moderna e Janssen prometem entregar doses suficientes para imunizar 220 milhões de cidadãos americanos (o total de indivíduos elegíveis por lá é de cerca de 260 milhões) até maio. Até o fim de julho, a Pfizer e a Moderna devem entregar mais doses, suficientes para vacinar outros 100 milhões de cidadãos.

Pelo acordo, a MSD vai dedicar duas unidades para produzir a vacina da Janssen: uma vai fazer o imunizante em si e outra vai envasá-lo. A expectativa é que, até o fim do ano, a capacidade de produção do imunizante seja duplicada — talvez, o volume chegue a 1 bilhão de doses.

Entre as vantagens da fórmula da Janssen estão o fato de ela ser eficaz com apenas uma aplicação, ter condição de limitar a disseminação do vírus, poder ficar em refrigeradores comuns por até três meses (o que facilita o armazenamento e a distribuição) e custar apenas US$ 10 por dose.

Fonte: NYT