Na guerra pelas notícias, Google critica Microsoft e a chama de “oportunista”

Em carta aberta, o vice-presidente sênior de assuntos globais da Google, Kent Walker, criticou a Microsoft, chamou a rival de "oportunista", e disse que eles estariam "dispostos a quebrar o modo como a internet aberta funciona"
Tissiane Vicentin, editado por André Lucena 12/03/2021 17:40, atualizada em 12/03/2021 19:18
Google busca
Crédito: pixinoo/Shutterstock

Em carta aberta divulgada nesta sexta-feira (12), o vice-presidente sênior de assuntos globais do Google, Kent Walker, criticou a Microsoft, chamando a empresa de “oportunista” e afirmando que eles estariam até mesmo “dispostos a quebrar o modo como a internet aberta funciona, em um esforço para minar um rival”.

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Tudo isso começou com uma briga em meio às discussões sobre motores de busca pagarem ou não às empresas de comunicação pela exibição de conteúdos noticiosos em seus resultados.

E a guerra se agravou quando, no mês passado, o Google bateu de frente com o governo da Austrália por conta de uma lei que seria implementada no país e acabaria por obrigar grandes empresas de tecnologia a pagarem pelas notícias.

Imagem mostra uma mão segurando um celular e, na tela, aparece a página de um site de notícias
Em briga com governo australiano, Google ameaçou banir o país do seu serviço de buscas. Crédito: Shutterstock

No meio da discussão, eis que surge a Microsoft, deixando claro seu apoio às reivindicações da Austrália.

Em uma carta, divulgada no dia 3 de fevereiro e intitulada “Microsoft apoia proposta do governo australiano sobre mídia de notícias e plataformas digitais”, a empresa afirmou: “Uma coisa está clara: enquanto outras empresas de tecnologia podem, às vezes, ameaçar deixar a Austrália, a Microsoft nunca fará tal ameaça. Apreciamos o que Austrália significou para o crescimento da Microsoft como empresa, e temos o compromisso de apoiar a segurança nacional e o sucesso econômico do país”.

Esse parágrafo específico da publicação, assinada pelo presidente da Microsoft, Brad Smith, pode se referir ao fato de que a Google não apenas ameaçou bloquear o funcionamento do buscador no país caso a legislação não fosse modificada.

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Em resposta às declarações, Walker, do Google, disse que reconhece a Microsoft como rival nos diversos universos dentro dos quais elas competem diretamente, mas que o posicionamento da empresa foi um ataque a eles e baseado em interesses próprios.

“Respeitamos o sucesso da Microsoft e competimos arduamente com eles em cloud computing, buscas, aplicações de produtividade, videoconferência, e-mails e muitas outras áreas. Infelizmente, à medida que a competição nessas áreas se intensifica, eles estão recorrendo ao seu familiar guia para atacar rivais e fazer lobby por regulamentações que beneficiam seus próprios interesses”, afirmou o executivo.

Para Walker, a rival estaria atacando a empresa como uma forma de também minimizar os danos à reputação da empresa após o ataque hacker à SolarWinds.

“A Microsoft foi alertada sobre as vulnerabilidades em seu sistema, sabia que estavam sendo exploradas e agora está gerenciando os danos, enquanto seus clientes lutam para recolher os pedaços do que foi apelidado de ‘O Grande Roubo de E-mails”. Então, talvez não seja surpreendente vê-los tirando a poeira do velho e divertido livro de estratégias contra o Google (Scroogled).”

Via: Google, Microsoft.

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Tissiane Vicentin

Tissiane Vicentin é redator(a) no Olhar Digital

André Lucena
André Lucena

Pai de três filhos, André Lucena é o Editor-Chefe do Olhar Digital. Formado em Jornalismo e Pós-Graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte, ele adora jogar futebol nas horas vagas.

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