O Facebook anunciou nesta quarta-feira (17) algumas mudanças para quem violar as Diretrizes da Comunidade da plataforma. A partir de agora, se um usuário desrespeitar de forma “recorrente” as regras da rede social ao participar de grupos, ele será bloqueado por um determinado tempo. O bloqueio não permitirá publicar e nem comentar em nenhum outro grupo. Além disso, membros “castigados” não poderão convidar pessoas para participarem da página e nem criar novos círculos de discussões.

Facebook. Imagem: Shutterstock
Facebook irá punir membros e grupos que desrespeitarem as regras. Imagem: Shutterstock

Grupos que tenham violado o manual do Facebook também serão penalizados. Quando uma pessoa tentar entrar em uma comunidade que não tenha seguido as normas, uma notificação surgirá como um alerta. Além disso, o conteúdo publicado por essas páginas terão sua visibilidade reduzida no feed de notícias dos membros.

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“Limitaremos as notificações de convite para esses grupos, a fim de que seja menos provável que as pessoas comecem a participar deles”, diz o comunicado.

A rede social passará a identificar grupos que possuem alto número de usuários que violaram as políticas e que participaram de outras comunidades que foram removidas por não seguirem as regras. Administradores e moderadores precisarão checar e aprovar cada publicação da página antes de postá-la, mas a empresa não mencionou a partir de quantos membros isso será exigido.

O Facebook também não deu detalhes sobre quantas violações serão necessárias para que a medida entre em ação. O prazo para membros punidos voltar a participar das discussões de grupos também não foi mencionado.

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Grupos políticos

Em janeiro deste ano o Facebook disse que deixaria de recomendar grupos políticos para seus usuários dos Estados Unidos. Agora, a medida valerá para o mundo todo. Segundo a plataforma, as pessoas ainda podem encontrar grupos com esse âmbito pela ferramenta de busca, mas eles não aparecerão mais nas recomendações.

A mídia social afirmou que as mudanças serão “implementadas globalmente nos próximos meses.”.

Pesquisadores e organizações de direitos civis e tecnologia alertam há algum tempo sobre a desinformação que alguns grupos de extremistas causam. A ferramenta promove encontros de pessoas com interesses em comum, como música ou maternidade, mas em alguns casos a comunidade se tornou uma fábrica de fake news, já que ao invés das pessoas consultarem fontes confiáveis e seguras, passaram a tomar as informações ali publicadas como verdade indiscutível.

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