Bilionário, o CEO do Twitter, Jack Dorsey, vai aumentar ainda mais sua fortuna. Isso porque o executivo acaba de vender o seu primeiro tuíte publicado como um NFT — uma espécie de selo de autenticação — por US$ 2,9 milhões (aproximadamente R$ 15 milhões, em conversão direta).

O curioso é que o post, datado de 2006 e vendido em 2021 como um NFT, não é lá muito chamativo. É claro que por ter sido a primeira publicação de Dorsey, tem quase 15 mil comentários, foi compartilhado mais de 120 mil vezes e possui 161,5 mil likes. No entanto, a mensagem resume-se em “apenas configurando meu Twitter”, quando traduzida para o português.

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O tuíte foi vendido ao CEO da Bridge Oracle, Sina Estavi. Pela “bagatela” de quase US$ 3 milhões, ele vai receber uma versão autografada digitalmente. Embora pareça um absurdo tratando-se de uma simples publicação no Twitter, Estavi acredita que o ativo vai se valorizar ainda mais no futuro.

“Isso não é apenas um tweet! Acho que com o passar dos anos, as pessoas perceberão o verdadeiro valor desse tuíte, como a pintura da Mona Lisa”, tuitou Estavi na última segunda-feira (22).

Todo o montante foi pago por meio da criptomoeda Ether, segundo o site responsável pela venda. Dorsey já informou que o dinheiro da transação vai ser direcionado na íntegra para a instituição Give Directly Africa Fund, que auxilia pessoas em situação de pobreza.

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Embora a compra aparente ser um mero ato de colecionador, é importante lembrar que Estavi pode lucrar futuramente com o tuíte. Como o NFT autentica o post como único em todo o mundo, o CEO da Oracle pode vender esse mesmo tuíte daqui dez anos por um valor ainda maior do que o montante pago para Dorsey.

Ilustração de conceito do NFT, que envolve músicas e pinturas, por exemplo
NFT autentica ativos e pode estimular o interesse de colecionadores. Foto: Filmhouse/Shutterstock

Entenda melhor o que é o NFT

A sigla NFT é derivada do termo non-fungible token (token não fungível, traduzido para o português). Ele funciona, desde 2017, como uma espécie de selo que certifica o ativo como original. E quando se fala em “ativo”, isso não se restringe a investimentos ou bens de colecionador. Envolve quadros, músicas, fotos digitais, desenhos, posts e tudo o que se pode imaginar — seja palpável ou não.

A foto de seu artista favorito, por exemplo, pode ser facilmente encontrada no Google. Ou seja, qualquer um pode baixá-la e tê-la em seu computador ou smartphone.

No entanto, esse mesmo artista pode disponibilizar 100 fotos digitais com certificados NFT, o que torna esse poucos exemplares como únicos e originais. Enquanto outras pessoas poderão ter a mesma foto baixada do Google, o usuário que comprar o ativo poderá afirmar que a imagem adquirida é autêntica e única.

Não à toa, o avanço do NFT deve provocar uma verdadeira revolução no mercado nos próximos anos. Seja com a venda de obras ou mesmo dos direitos autorais de determinado ativo — sim, a pessoa poderá tornar-se sócia e lucrar cada vez que a música tocar na rádio, por exemplo —, o token não fungível parece ser a nova forma de ganhar dinheiro e, ao mesmo tempo, valorizar o ativo em questão.

Fonte: CNN