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Recentemente, o Google anunciou uma parceira para pagar por notícias de alguns veículos selecionados de países específicos, o Brasil inclusive. Mas a ideia é expandir esse projeto globalmente, disse Richard Gingras, vice-presidente de notícias da companhia, a ideia do projeto é fazer isso “o mais rápido que conseguimos”.

Em entrevista para o UOL, o executivo afirmou que “somos uma empresa de anúncios, e os publishers [empresas de mídia] recebem a maior porcentagem. Não ganhamos dinheiro se vocês não ganharem”, explicou.

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Atualmente, de acordo com a Associação Nacional de Jornais o Google e o Facebook controlam sozinhos de 60 a 80% da publicidade no Brasil. “Vejo o Google como a maior banca de notícias do mundo e os publishers não precisam pagar para estar nela. Por mês, redirecionamos 24 bilhões de visitas para organizações de mídia”, completou o executivo.

Google vai pagar por notícias, mas quando?

O assunto ganhou força recentemente com uma polêmica entre Austrália e o Google, que chegou a cogitar sair do país. Na época, o governo australiano tentou obrigar o Google e o Facebook a pagarem os veículos de mídia.

O Google acabou incluindo a Austrália no News Showcase (junto com Brasil, França e Alemanha) e fez um acordo com os principais jornais do país para pagar por notícias antes que a nova lei fosse votada.

“Buscas por notícias representam menos de 2% de nosso volume de pesquisas. As pessoas vêm para o Google porque procuram uma geladeira nova. Obviamente que é aí que você vê propagandas e nos faz ganhar dinheiro. Nisso, os publishers representam uma porcentagem baixa de receita. Na Austrália e na França, por exemplo, dá menos de US$ 10 milhões (cerca de R$ 57 milhões) por ano em cada país”, explicou o executivo.

Não há um prazo para quando o Google deve expandir seu projeto de pagar por notícias para outros países. Mas as declarações de Gingras indicam que, pelo menos até o momento, o programa está sendo bem-sucedido. O News Showcase se beneficia também pelo fato de estar instalado nativamente nos aparelhos Android.

Via UOL