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A chinesa ByteDance, criadora do famoso app TikTok, pode ter que desembolsar US$ 10,74 milhões (ou 790 milhões de rúpias) ao governo indiano por suposta evasão fiscal.
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Em março, uma agência de inteligência tributária na Índia ordenou o congelamento de contas da ByteDance no país, enquanto investigava negociações feitas pela chinesa.
A ByteDance, por sua vez, não concorda com a acusação de que estaria devendo o montante à fiscalização e, inclusive, chegou a contestar judicialmente a decisão, afirmando que o congelamento é ilegal.

Crédito: Koshiro K/Shutterstock
“Estamos preparados para tomar outras providências exigidas pelo tribunal e estamos seguros sobre nossa posição com relação a este assunto tributário”, afirmou a ByteDance, em nota. Segundo a empresa, o governo havia concordado sobre o desbloqueio das contas.
No entanto, a chinesa ainda está proibida de movimentar qualquer quantia de suas contas enquanto a investigação está em curso, podendo apenas retirar o total para o caso de quitação da suposta dívida com o governo local.
Isso é apenas o desdobramento de uma investigação que teve início em julho de 2020.
A ByteDance emprega, hoje, mais de 1,3 mil colaboradores, incluindo 800 terceirizados que auxiliam a empresa na segurança e em moderação de conteúdo no exterior.
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ByteDance x Índia
Essa não é a primeira vez que a chinesa tem dificuldades dentro do mercado indiano que, aliás, é um dos principais consumidores do TikTok – o segundo mercado após a China.
No ano passado, o aplicativo foi banido do país por tensões geopolíticas entre China e Índia. O governo indiano chegou a bloquear outros 58 aplicativos chineses alegando questões de segurança e privacidade.
À época, especulava-se que a chinesa estaria em negociações com Mukesh Ambani, o homem mais rico da Índia, um dos 10 principais bilionários do mundo e atual presidente do conselho, CEO e maior acionista do conglomerado industrial indiano Reliance Industries.
Ambani é aliado do primeiro-ministro indiano Narendra Modi e, se trabalhasse em favor da ByteDance, qualquer que fosse o acordo fechado, poderia ajudar a empresa a operar no mercado tranquilamente. Mas nada foi concluído até o momento.
Via: Reuters