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A Alemanha determinou que pessoas com menos de 60 anos que tomaram a primeira dose da vacina da AstraZeneca devem tomar a segunda dose de um outro imunizante, da Pfizer ou da Moderna. O anúncio foi feito pelo governo federal e confirmado pelos estados do país europeu.

A Agência Europeia do Medicamentos (EMA) encontrou uma ligação entre a vacinação com a AstraZeneca e o surgimento de coágulos sanguíneos com baixo teor de plaquetas em circulação. O sintoma é muito raro, mas se torna mais comuns em pessoas mais jovens. Daí a decisão de limitar a menores de 60 anos.

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Vacina foi feita em parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca. Imagem: Lutsenko_Oleksandr / Shutterstock.com
Vacina foi feita em parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica Astrazeneca.
Crédito: Shutterstock

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Ainda não existem estudos muito conclusivos sobre como fica a criação de anticorpos com doses de vacinas diferentes sendo aplicadas em uma mesma pessoa.

Alemanha e a vacina da AstraZeneca

A comissão de vacinação da Alemanha decidiu que a segunda dose de outro imunizante para quem recebeu a vacina AstraZeneca deve ser tomada 12 semanas após a aplicação da primeira. O ministro da saúde na região da Bavária, Klaus Holetschek, disse que o procedimento é o suficiente para oferecer bons índices de proteção ao vacinado.

Além da Alemanha, França e Itália que estão restringindo a aplicação da vacina da AstraZeneca apenas para menores de 60 anos, a Dinamarca retirou o imunizante do seu programa de imunização contra a Covid-19.

O diretor-geral da Autoridade Sanitária da Dinamarca, Soren Brostrom, afirmou que a decisão foi tomada após a Agência Europeia de Medicamentos investigar a relação entre o imunizante e os coágulos sanguíneos desenvolvidos por pessoas imunizadas. A agência reiterou, no entanto, que os coágulos sanguíneos são efeitos colaterais muito raros do medicamento e não recomendou que os países da União Europeia suspendessem a aplicação do imunizante.

Via O Observador