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Com a vacinação dos idosos com mais de 60 anos chegando ao fim em muitos estados brasileiros, a próxima etapa deve imunizar pessoas com comorbidades. Apesar de existir uma recomendação no Plano Nacional de Imunização (PNI), não há uma regra clara de como deve acontecer a comprovação da condição.

Segundo o Ministério da Saúde, cada estado e município acaba adotando suas próprias regras, já que não há vacinas suficientes para vacinar todo o grupo de uma vez.

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O PNI estabelece quais doenças entram como comorbidade, mas não é claro sobre uma prioridade dentro desse grupo. A recomendação do documento é que a condição seja comprovada por meio de laudos médicos, receitas ou no pré-cadastro realizado no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI).

Pessoas com comorbidades

Em Manaus, por exemplo, a prefeitura da capital amazonense já começou a vacinar há algum tempo pessoas com cardiopatia, obesidade e diabetes que tenham menos de 60 anos. Salvador já vacina pessoas que faz hemodiálise.

A capital do Rio de Janeiro deve começar na próxima segunda-feira (26) a imunizar quem possui comorbidades e deficiências permanentes. No mesmo dia abre a procedimento para profissionais da educação, limpeza e segurança. O governador disse que o estado vai criar meios de fiscalizar a autenticidade dos laudos.

Em Macapá, a prefeitura começou a vacinar pessoas com comorbidades no dia 12. Foram inclusos nesse primeiro grupo doentes hematológicos, transplantados e pacientes oncológicos. É necessário um pré-cadastro para participar do processo.

Em Natal, a vacinação de pessoas com Síndrome de Down com mais de 18 anos havia começado, mas uma decisão judicial parou a imunização do grupo. O Ministério Público argumenta que a capital do Rio Grande do Norte não estava se adequando ao PNI.

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Cuiabá está vacinando doentes renais e Sergipe antecipou a imunização de quem possui Síndrome de Down e TEA. Nas próximas semanas, ambas as capitais devem começar a incluir outros grupos.

Em Teresina, pessoas com menos de 60 anos que sejam deficientes ou possuam pelo menos duas comorbidades já recebem o imunizante. O Espirito Santo deve criar uma regra estadual para a imunização ainda nessa semana e definir quais grupos são prioritários.

Em São Paulo, a informação da Folha de S.Paulo é de que o governo do estado e a capital ainda discutem sobre a melhor forma de vacinar quem possui menos de 60 anos. Até o momento, o grupo ainda não foi chamado para vacinar e a prioridade está sendo profissionais de saúde, policiais, metroviários e ferroviários.