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Os legisladores democratas pediram para que a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos investigasse o Google por terem aplicativos de marketing disponíveis em sua Play Store que supostamente violam a lei federal de privacidade infantil.

Através de uma carta enviada pelo senador Ed Markey (Massachusetts) e pela deputada Kathy Castor (Flórida), os legisladores indicam que o problema está em um programa do Google chamado ‘Feito para Famílias’. 

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O argumento dos legisladores é baseado em uma  pesquisa realizada no mês passado em que analisaram mais de 150 aplicativos que fazem parte do programa. Com isso, descobriram que quase metade deles compartilha dados de usuários. “A FTC deve usar toda a sua autoridade para proteger os interesses das crianças, muitas das quais estão cada vez mais online durante a pandemia do coronavírus ”, relata a carta. 

Eles recomendam que haja a investigação para saber se a Google Play Store se envolveu em práticas irregulares que prejudicam os pais e as crianças. Esta ação faz parte de um momento em que as grandes empresas de tecnologia estão respondendo ataques no que diz respeito à segurança infantil. Recentemente, em uma audiência com os CEOs do Facebook, Google e Twitter, os democratas e republicanos acusaram as empresas de explorar as crianças para ganhar cada vez mais dinheiro. 

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Segundo a marca, os aplicativos estão em conformidade com a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças, também conhecida como COPPA que regula a coleta de dados em sites com usuários menores de 13 anos. 

Entretanto, o Google não ainda respondeu ao pedido da carta e há um tempo, recebeu uma multa no valor US$ 170 milhões (em média R$ 900 milhões na conversão para real) por conta do tratamento dado às crianças em seus serviços. 

Nisto, a FTC também aplicou novas exigências como a limitação de coleta de dados por visualizações. Além disso, a deputada Castor apresentou em setembro o Kids Internet Design and Safety, ou KIDS, Act  que visa proibir sessões de “reprodução automática” em sites e aplicativos para crianças e adolescentes. 

A legislação restringe o push de alertas direcionados a crianças e proíbe a recomendação/ampliação de conteúdo que envolvem material sexual, violento ou outro material adulto, jogos de azar ou conteúdos perigoso e abusivos, por exemplo. 

Fonte: CNET

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