EnglishPortugueseSpanish

Um dos maiores trunfos do PlayStation 5 (PS5) sempre foi a oferta de jogos exclusivos ao console, e isso deve ficar mais evidente, com o console tendo mais títulos próprios do que todas as suas gerações anteriores.

Ao menos, é o que promete Jim Ryan, CEO da Sony Interactive Entertainment — a divisão da Sony onde todos os produtos da marca “PlayStation” são feitos. A afirmação do executivo veio como um comentário ao jornal japonês Nikkei, que o questionou sobre a crescente preocupação de fãs da empresa, que alegavam que a Sony vinha “se abrindo demais” para outras plataformas.

publicidade

Leia mais

Imagem mostra o PlayStation 5 dentro da caixa. Console deve ter mais jogos exclusivos que a geração anterior
Sony deve seguir tendência de apostar em jogos exclusivos, prometendo ainda mais investimento em propriedades fechadas para o PlayStation 5. Imagem: Girts Ragelis/iStock

“Nós estamos, silenciosamente, porém progressivamente, investindo em jogos de alta qualificação para o PlayStation, e vamos nos certificar de que a geração do PS5 tenha mais software dedicado do que nunca”, disse o CEO.

Vale lembrar que diversos jogos do PS5 também foram lançados em seu antecessor, o PlayStation 4. Exemplos disso são “Marvel’s Spider-Man: Miles Morales” e “Oddworld: Soulstorm”, que chegou no começo deste mês, além do futuro “Horizon: Forbidden West”. Entretanto, devido ao hardware diferenciado entre os dois consoles, já há exemplos de jogos que vão abraçar a geração atual sem contemplar a anterior: “Nocturnal” e “Ratchet and Clank: Drift Apart” não serão lançados para o PS4, uma vez que fazem um uso extremo do disco de estado sólido (SSD) — uma tecnologia presente apenas no PS5.

É pouco provável que a Sony abandone de vez o PlayStation 4, considerando seu enorme sucesso. O mais provável é que a empresa faça o mesmo que vez quando o PlayStation 3 deu lugar ao seu sucessor: lançar jogos híbridos entre as duas plataformas, desligando a mais antiga de forma gradual e ajudando o jogador na transição para o novo console. Tal estratégia, aliás, é similar à da concorrente Microsoft, que vem lançando os jogos “first party” (ou seja, desenvolvidos internamente) do Xbox Series X no Xbox One.

Além do mais, Jim Ryan tem assuntos um pouco mais urgentes para tratar: diversos relatos apontam que a falta de disponibilidade do PlayStation 5 nas lojas deve se arrastar até 2022 — cortesia do impacto da Covid-19 no mercado. A situação, que já foi celebrada pelo CEO como um sucesso, está aos poucos se tornando um problemão.

Fonte: Nikkei / Radio Times