Funcionários da fábrica da LG de Taubaté, no interior de São Paulo, retomaram na segunda-feira (26) a greve iniciada em 12 de abril, após recusarem a nova proposta de indenização social oferecida pela companhia devido ao encerramento da produção na cidade.

O acordo foi a segunda tentativa de concessão entre a empresa de celulares e os funcionários e foi apresentado em assembleia na última sexta-feira (23). A nova paralisação foi decidida após essa reunião. Segundo o sindicato dos trabalhadores, a recusa faz com que as negociações voltem ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

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Os valores da nova proposta variam de R$ 9,3 mil a R$ 51 mil, conforme o tempo de trabalho na empresa. Antes, a proposta oferecia de R$ 8 mil a R$ 35 mil. Os valores serão pagos pela empresa como indenização social pelo fim da produção de smartphones, que culminará na demissão de 700 funcionários.

LG anunciou em abril o fim de sua produção de smartphones no Brasil. Foto: Lukmanazis/Shutterstock

Ainda não existe um prazo definido para a apresentação de um novo acordo.

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Greve também nas terceirizadas

A paralisação também acontece nas empresas terceirizadas da LG que, por ser a única fornecedora, anunciou com o fim da produção a demissão dos funcionários. Cerca de 430 funcionários das empresas de Caçapava e São José dos Campos, no interior de São Paulo, estão há 21 dias em greve.

Na semana passada, um grupo de trabalhadores se manifestou em frente a sede da LG em Taubaté pedindo que a empresa reconsidere a decisão de encerramento ou ofereça indenização equitativa à oferecida aos funcionários da LG. A proposta apresentada às terceirizadas foi de dois salários mínimos.

No começo de abril, a LG comunicou que iria encerrar as atividades da sua única unidade voltada para a fabricação de celulares no Brasil: a fábrica de Taubaté. O fim das atividades é uma consequência direta de um anúncio global, onde a empresa confirmou que deve deixar o mercado de smartphones ainda em 2021 para se concentrar na fabricação de produtos que lhe tragam maior lucratividade.

No Brasil, a notícia resultou no fechamento da estrutura interiorana e a transferência da linha de produção de notebooks para Manaus, no Amazonas, onde ela já produz aparelhos de ar-condicionado, geladeiras e outros eletrodomésticos da chamada linha branca. A ida para a região noroeste também está ligada à guerra fiscal do ICMS entre os Estados.

Fonte: Convergência Digital

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