Coronavírus

Ministério da Saúde pede suspensão da vacinação de grávidas sem comorbidades

12/05/21 17h21
Ministério da Saúde pede suspensão da vacinação de grávidas sem comorbidades

Imagem: Pixabay (Pexels)

Após a Anvisa pedir a suspensão do uso do imunizante de Oxford/AstraZeneca na vacinação de grávidas, o Ministérios da Saúde confirmou que vai parar de vacinar gestantes sem comorbidades. A medida chega após uma mulher morrer no Rio de Janeiro depois de desenvolver trombose após tomar a vacina. Apesar disso, o caso é investigado e ainda não foi estabelecida uma relação entre o efeito adverso e o imunizante.

“Vamos acompanhar todas as gestantes que foram imunizadas, como já estamos fazendo, independente do tipo de agente imunizante, para verificar se há algum tipo de evento adverso. Todo programa de imunização é coordenado por uma equipe técnica capacitada”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em coletiva de imprensa na última terça-feira (11).

Vacinação de grávidas

No final de abril, o Programa Nacional de Vacinação (PNI) decidiu que grávidas e puérperas, até 45 dias depois do parto, deviam ser comtempladas com a vacinação. Nos últimos meses, pesquisas detectaram que os imunizantes podem ser seguros em mulheres grávidas e os técnicos entenderam que o fator risco versus benefício era favorável às vacinas.

“A decisão de imunização foi baseada em critérios exclusivamente técnicos de amplo respaldo internacional”, completou Queiroga. De acordo com os dados apresentados, 22.295 gestantes já foram vacinadas no país. Ao todo, foram relatados 11 adversidades graves nestas mulheres e entre eles está o incidente da gestante do Rio de Janeiro que faleceu e motivou a interrupção temporária.

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Agora, apenas gestantes com comorbidades vão poder ser vacinadas, mas não com o imunizante da AstraZeneca. Para esse grupo, as vacinas da Pfizer e a CoronaVac vão ser utilizadas. “As gestantes com comorbidades poderão iniciar os esquemas vacinais para receber os imunizantes da Pfizer e da Coronavac”, disse a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Francieli Fontana.

“É muito importante que tenhamos um olhar para as gestantes. Reforço nossa direção no sentido de fortalecer a farmacovigilância e de fortalecer os estudos das vacinas”, explicou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

O governo ainda deixou claro que não foi estabelecida uma relação entre a vacina de Oxford e a morte da gestante, mas que, como o caso é investigado, por cautela, o uso no imunizante na vacinação grupo de grávidas sem comorbidades é suspenso até que haja uma conclusão definitiva.

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