Colisão entre aviões não deixa feridos nos Estados Unidos

Edson Kaique Lima 14/05/2021 06:06, atualizada em 14/05/2021 09:43
Key-Lime-Air
Crédito: CBS Denver via AP

Uma colisão entre dois aviões na região de Denver, no estado americano do Colorado, milagrosamente não deixou nenhum ferido. Um dos pilotos, inclusive, chegou a pedir para que o controle de tráfego permitisse um pouso de emergência por conta de falhas mecânicas. Só após estar no solo que ele foi perceber que a aeronave estava partida ao meio. 

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De acordo com o Conselho Nacional de Segurança em Transporte (NTSB) e o Corpo de Bombeiros de Denver, os dois aviões estavam se preparando para pousar em um pequeno aeroporto regional no subúrbio da cidade na última quarta-feira (12) quando acabaram colidindo. As informações são da agência de notícias Associated Press.

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O piloto que solicitou o pouso de emergência era o único tripulante a bordo de um avião bimotor modelo Fairchild Metroliner, que operava transportando cargas. A aeronave, que sofreu grandes danos em sua cauda, é de propriedade da companhia Key Lime Air, que tem sede no estado do Colorado. 

“Parece que o motor certo falhou, então vou continuar meu pouso aqui”, disse o piloto em conversa com o controle de tráfego aéreo. Especialistas em aviação disseram que a ausência de vítimas se deu por conta de uma combinação de sorte e tecnologia de ponta empregada em aeronaves. 

“É muito raro para mim ser capaz de dizer ‘no ar’ e ‘sem fatalidades’ na mesma frase”, disse Joseph LoRusso, advogado da aviação de Broomfield, Colorado e piloto comercialmente qualificado à AP. O local do dano também foi essencial para a baixa gravidade do acidente. 

“Se fosse a cabine de comando: Resultado ruim. As asas: mau resultado. A cauda: resultado ruim. Aconteceu no lugar perfeito para o piloto descer”, disse Anthony Brickhouse, professor associado de aeroespacial e segurança ocupacional da Embry-Riddle Aeronautical University, na Flórida. 

Paraquedas salvou vida do segundo piloto 

O segundo avião era um monomotor Cirrus SR22, que foi alugado pela Independence Aviation a um piloto que não foi identificado. Contudo, dá a entender que era experiente, uma vez que usou um sistema chamado Cirrus Airframe Parachute, que tem a função de retardar a descida do avião após uma colisão. 

Segundo o professor Brickhouse, o sistema fez exatamente aquilo que deveria fazer, que é permitir que a aeronave caia de maneira controlada. Segundo o docente, esse sistema, que é fabricado pela empresa BRS Aerospace, da Caroline do Norte, já salvou pelo menos algumas centenas de vidas desde que foi implementado.

Local que o primeiro avião foi atingido foi primordial para a ausência de gravidade do acidente. Crédito: CBS Denver via AP

De acordo com o xerife do condado de Arapahoe, John Bartmann, o avião Cirrus tinha um piloto e um passageiro a bordo quando o piloto lançou um paraquedas vermelho e branco antes de pousar em um campo perto de casas no Parque Estadual Cherry Creek. 

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“Cada um desses pilotos precisa comprar um bilhete de loteria agora mesmo”, disse Bartmann. “Não me lembro de nada assim, especialmente de todo mundo indo embora. Quero dizer, essa é a parte incrível disso”, completou o xerife. Agora, as autoridades do NTSB trabalham na investigação de como os aviões colidiram, mas o relatório de investigação só deve ficar pronto entre 12 e 18 meses. 

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Edson Kaique Lima

Edson Kaique Lima é redator(a) no Olhar Digital

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