Só porque você não poderá comprar o smartphone enrolável da LG, não significa que outros não possam: segundo uma série de tuítes do leaker “FrontTron”, a fabricante sul-coreana, que fechou sua divisão de celulares no início de abril, está vendendo exemplares de dois projetos não finalizados do finado departamento.

Um deles é o chamado “Rainbow Phone” (ou “Velvet 2 Pro”), enquanto o outro é o “LG Rollable Phone”. Entretanto, os planos de venda dos aparelhos da empresa estão paralisados devido à “alta popularidade”. Ao que tudo indica, porém, os produtos estão saindo a preços bem atraentes – algo entre US$ 120 (R$ 641,06) e US$ 180 (R$ 961,60), dependendo do modelo.

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Dado o preço bastante reduzido, é de se esperar que o volume de pessoas interessadas seja bem alto: o Velvet 2 Pro, por exemplo, era um smartphone previsto para chegada em 2021, com configuração de um autêntico flagship – processador Snapdragon (Qualcomm) 888, display FHD de 6,8 polegadas, frequência de 120Hz e padrão OLED, bateria 4.500 mAh. Facilmente, um aparelho de configuração similar custaria, no mercado, algo em torno de US$ 600 (R$ 3.205,44) ou US$ 700 (R$ 3.739,68). A condição, porém, é a de que a revenda para terceiros é proibida.

A notícia, se comprovada, é mais uma consequência do fechamento global da divisão de smartphones da LG: rumores sobre o fim da divisão de smartphones da LG já vinham aparecendo desde o início do ano, constantemente negados por porta-vozes da empresa até então. O discurso oficial era de intenção em tornar a operação lucrativa em 2021 com a criação de dispositivos inovadores, como o que a LG julgava ser o smartphone enrolável que mencionamos.

Entretanto, há pelo menos cinco anos, a empresa vinha amargando prejuízos na área, visto que, inovadores como eram, seus aparelhos topo de linha e intermediários não conseguiam brigar de igual para igual contra produtos da Samsung, Apple e outras marcas. No fim, a empresa até tentou vender a divisão, mas ninguém manifestou interesse.

No Brasil, os efeitos também foram sentidos: a fábrica da empresa em Taubaté, interior de São Paulo, cuidava da fabricação de monitores, notebooks e smartphones. Com a decisão, a linha foi fechada e os monitores e notebooks, movidos para Manaus, no Amazonas. Depois de ampla greve e negociações sindicais, a empresa e os funcionários chegaram a um acordo de demissão há algumas semanas.

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