A empresa LG finalmente chegou a um acordo com os trabalhadores de sua unidade em Taubaté (SP). Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região (Sindmetau), a sul-coreana vai desembolsar R$ 37,5 milhões para indenizar os 700 funcionários de sua fábrica localizada no interior de São Paulo.

Aprovada pela LG, a proposta é 46% superior ao valor de R$ 25,7 milhões oferecidos inicialmente pela empresa. Cada indenização poderá variar de R$ 12 mil a R$ 73 mil, dependendo do tempo de casa de cada funcionário, salários e verbas rescisórias legais. Inclusive, o acordo inclui a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e estende os planos médicos dos funcionários até janeiro de 2022.

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Com a aprovação da proposta, os trabalhadores das linhas de produção de smartphones, computadores e monitores encerraram a greve — retomada na última segunda-feira (26) — e voltaram ao trabalho. No entanto, o destino dos 430 funcionários de fornecedoras da LG segue como incógnita, já que a empresa sul-coreana afirmou que vai deixar o mercado de smartphones ainda neste ano.

As operações da unidade em Taubaté serão encerradas no dia 31 de julho. Após o fechamento, as produções de computadores e monitores serão transferidas para a fábrica em Manaus, no Amazonas, por conta do aumento do ICMS adotado pelo Governo de São Paulo.

Após a aprovação do novo acordo, funcionários da unidade em Taubaté encerraram a greve. Foto: Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região/Divulgação

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Triste adeus

A decisão de deixar o mercado de smartphones foi divulgada pela LG ainda no começo de março. A justificativa oficial é de que a decisão vai permitir que a companhia concentre seus recursos em outras áreas que gerem lucro para a empresa.

Isso porque a sul-coreana amarga prejuízos em suas operações de smartphones há pelo menos cinco anos. Embora tenha feito sucesso no passado, a marca não conseguiu competir contra os modelos mais recentes de Samsung, Apple, Motorola e Xiaomi, por exemplo.

Com a decisão, a LG vai encerrar a fabricação de celulares de todas as suas unidades espalhadas pelo mundo. Os aparelhos já lançados continuarão à venda até o esgotamento dos estoques. O suporte aos smartphones, por sua vez, será fornecido durante algum tempo, a depender da região.

Fonte: Convergência Digital