A mucormicose se tornou um problema na Índia, que registrou um aumento exponencial de casos e decretou emergência de saúde pública. Também conhecido como “fungo negro“, o patógeno está presente em todo o mundo e geralmente um sistema imunológico saudável consegue lidar sem que os sintomas se manifestem. No entanto, em pacientes com Covid-19, a doença pode aparecer em um quadro potencialmente perigoso.

Agora, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive) e a prefeitura de Joinville investiga um caso suspeito de mucormicose em um paciente de 52 anos que teve Covid-19. O homem foi internado em um hospital participar e testou positivo para o vírus em fevereiro.

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O documento ainda cita que o paciente possui um histórico de comorbidades, diabetes mellitus e artrite reumatoide. A maior incidência de mucormicose na Índia foi justamente em pacientes com diabetes e Covid-19, dois dos fatores de risco para o fungo.

Importante ressaltar que o caso ainda não foi confirmado e o estado de saúde do paciente foi compartilhado apenas entre o Ministério da Saúde e o estado. Também não há uma previsão de quando o diagnóstico deve sair.

O morador de Santa Catarina apresentou sintomas da mucormicose em março. No dia 20 de fevereiro, ele passou por um teste que confirmou o diagnóstico de Covid-19. Cerca de um mês depois ele foi internado em função de uma fraqueza generalizada e começou a apresentar sintomas do fungo. No dia 26 de maio foi submetido a um procedimento cirúrgico.

Mais sobre a mucormicose

Apesar disso, o especialista ressaltou que o quadro nessa gravidade, com tantas contaminações, parece ser exclusivo da Índia, que sempre conviveu com forte presença da mucormicose. “Foi realmente uma surpresa que esse fungo esteja se espalhando dessa maneira na Índia. Mas parece ser algo particularmente de lá, que sempre teve muitos casos de mucormicose. Não acho que o Brasil corra algum risco desse tipo“, salientou Simão.

A mucormicose é uma infecção rara causada pela exposição a mofo mucoso que é comumente encontrado no solo, plantas, esterco, frutas e vegetais em decomposição. “Aparece bastante também em quem faz tratamento para leucemia, diabéticos, transplantados… No geral, em pessoas com sistema imunológico mais fraco. As drogas para combater a Covid-19, a internação, tudo isso favorece o surgimento do fungo”, disse o infectologista Marcelo Simão, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

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O especialista ressaltou que o quadro nessa gravidade, com tantas contaminações, parece ser exclusivo da Índia, que sempre conviveu com forte presença da mucormicose. “Foi realmente uma surpresa que esse fungo esteja se espalhando dessa maneira na Índia. Mas parece ser algo particularmente de lá, que sempre teve muitos casos de mucormicose. Não acho que o Brasil corra algum risco desse tipo“, salientou Simão.

O tratamento da doença é feito usando drogas específicas para o combate do fungo. De acordo com o infectologista da SBI, como não se trata de um vírus, não há necessidade de isolamento do paciente, já que o fungo está presente na natureza.

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