Recentemente Kelly Key revelou em uma entrevista que sofre de psoríase, uma doença de pele que chegou a causar lesões em mais de 50% do corpo da cantora. Foi por conta da condição, inclusive, que a famosa foi inclusa no grupo prioritário e recebeu a vacina contra a Covid-19.

“Durante minha temporada em Portugal, apareceram as primeiras. Manipulamos um tratamento, mas que não deu tanto resultado após um mês. Então, minha médica entrou com um imunossupressor. As lesões tomaram mais de 50% da minha pele: pernas, costas, cotovelos”, contou a cantora em entrevista ao jornal O Globo na última quarta-feira (2).

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Mas o que é essa doença e como funciona o tratamento? De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a psoríase se manifesta, predominantemente, por lesões arredondadas, avermelhadas e descamativas na pele, que geralmente aparecem nos joelhos, cotovelos, unhas, mãos, pés e couro cabeludo, podendo atingir todo o corpo.

Pelo menos dois milhões de pessoas sofrem com a doença no Brasil, em sua maioria jovens adultos. Pacientes com psoríase têm mais chance de desenvolver artrite psoriática, diabetes, Doença de Crohn, doenças cardiovasculares, obesidade e depressão. Por conta disso, a condição foi inclusa pelo Ministério da Saúde como comodidade para a vacina contra a Covid-19.

“No Brasil, a prevalência da doença é de 1,3%, variando entre 0,9 a 1,1% nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 1,9% no Sul e Sudeste. Acomete qualquer faixa etária, com maior incidência entre 30 e 40 anos e 50 e 70 anos, sem distinção quanto ao gênero”, afirma Sérgio Palma, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) ao site da instituição.

Causas da psoríase

As causas da doença ainda são desconhecidas, no entanto, envolvem fatores autoimunes e genéticos. Atualmente também são considerados fatores genéticos como possíveis ativados da doença como consulto de álcool, tabagismo, alguns tipos de medicamento e estresse.

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“Apesar de não ter cura, atualmente dispomos de medidas bastante eficazes para o controle dessa dermatose. Lembramos que mesmo durante a pandemia de Covid-19, os tratamentos da psoríase não devem ser adiados ou interrompidos, a não ser que o paciente desenvolva sinais da infecção”, afirma Ricardo Romiti, coordenador da Campanha Nacional de Psoríase da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

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