Um grande meteoro transformou a noite em dia na costa do Rio Grande do Sul no início da noite desta quinta-feira (3) e foi registrado por câmeras da BRAMON, a Rede Brasileira de Observação de Meteoros, e do Clima ao Vivo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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O fenômeno foi registrado às 19h09 (horário local) pela câmera 2 da estação JJS em Monte Castelo, SC, administrada por Jocimar Justino, por várias câmeras da estação CFJ e do Observatório Heller & Jung, em Taquara, RS, administrada por Carlos Jung, e pela estação FCB1 em Campo Bom, RS, que acaba de ser implantada e é administrada por Fabiano Fetter. Além disso, foi registrado também por 4 Câmeras do Clima ao Vivo no Rio Grande do Sul e uma em Santa Catarina.

Confira os vídeos:

Vários relatos já foram enviados através das redes sociais e da ferramenta de reporte bramon.imo.net. E segundo os relatos, em alguns lugares o brilho do meteoro foi tão intenso que, por alguns instantes, transformou a noite em dia. Essa claridade, pode ser vista no vídeo que foi registrado pela câmera do Observatório Heller & Jung no Balneário Jardim do Éden, RS.

Clarão visto em Jardim do Éden
Clarão visto em Jardim do Éden, RS. Créditos: Dr. Carlos Jung / Obs. Heller & Jung

Análises

A partir da triangulação das imagens captadas pelas câmeras, a BRAMON determinou a trajetória do meteoro. Ele atingiu a atmosfera da Terra em um ângulo de 57,3°, em relação ao solo, e começou a brilhar a 75,9 km de altitude, 28 km a leste de Balneário Pinhal, RS. Seguiu a 58,9 mil km/h na direção noroeste, percorrendo 58,1 km em 3,6 segundos, e desapareceu a 27 km de altitude, a 4 km da costa de Tramandaí, RS.

Trajetória do Meteoro
Trajetória do meteoro. Créditos: BRAMON

Possibilidade de meteoritos

O bólido em seu momento mais luminoso atingiu a magnitude -12.5, equivalente ao brilho de uma Lua Cheia. A partir das análises iniciais, a BRAMON concluiu que o bólido foi gerado por um fragmento de rocha espacial de aproximadamente 25 cm e 33 kg de massa, que foi, em grande parte, vaporizado durante a passagem atmosférica. É possível que algo em torno de 10% dessa massa tenha resistido e chegado em solo em Tramandaí, RS.

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