A equipe da Nasa responsável pelo telescópio espacial Nancy Grace Roman escolheu, recentemente, os 24 ‘olhos’ do equipamento. Essa visão do instrumento vai converter a luz das estrelas em sinais elétricos. O Roman será lançado na metade desta década de 20.

Os sinais enviados pelo telescópio serão decodificados em imagens de 300 megapixels de grandes manchas do céu. Com as fotos, os astrônomos poderão explorar diversos objetos e fenômenos celestes. A ideia é justamente chegar perto das solução de mistérios do cosmos.

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“Como os olhos do telescópio, os detectores de Roman habilitarão toda a ciência da missão. Agora, com base nos resultados dos nossos testes, nossa equipe pode confirmar se esses detectores infravermelhos atendem a todos os requisitos para os propósitos”, disse John Gygax, gerente do sistema de plano focal do telescópio, no Goddard Space Flight Center da Nasa.

Os detectores são poderosos. Cada um tem 16 milhões de pixels e vão fornecer uma resolução requintada. Dos 24, 18 ‘olhos’ vão ser incorporados à câmera do Roman. Enquanto os outros seis ficarão reservados como sobressalentes qualificados para voo.

Essas peças são compostas de milhões de fotodiodos de mercúrio-cádmio-telureto. Esses sensores convertem a luz em corrente elétrica, uma para cada pixel. O astrofísico pesquisador de Goddard, Greg Mosby, explicou a escolha do material.

“Variando a quantidade de cádmio, podemos ajustar o detector para um comprimento de onda de corte específico. Isso nos permite focar com mais precisão nos comprimentos de onda da luz que estamos tentando ver”, disse o astrofísico.

Os 18 detectores do telescópio espacial Roman.
Os 18 detectores do telescópio espacial Roman. Imagem: NASA/Chris Gunn

Os fotodiodos foram construídos na base do detector, camada por camada, pelos técnicos da Teledyne Imaging Sensors em Camarillo, Califórnia. O detector foi fixado em uma placa eletrônica de silício, que vai ajudar a processar os sinais de luz usando índio. Cada pixel foi colado com uma gota do elemento individualmente, colocadas a apenas 10 mícrons de distância.

“A equipe do Roman passou anos identificando uma receita ideal para os detectores da missão. É gratificante ver o trabalho árduo da equipe valer a pena neste aspecto técnico crucial da missão. Mal podemos esperar para ver como as imagens desses detectores transformam nossa compreensão do universo”, completou Mosby.

Via: Phys

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