Pesquisadores da Universidade James Cook e Universidade de Queesland, na Austrália, apontaram que o transtorno do espectro autista, ou autismo, é quatro vezes mais comum em homens que em mulheres e, independentemente do sexo, revelam comportamentos tidos como mais masculinos.

Segundo a doutora Liza van Eijk, autora do estudo, os homens pontuam menos em tarefas de empatia que as mulheres. Entretanto, os adultos com autismo, independentemente do sexo, possuem uma pontuação ainda mais baixa.

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Criança com dificuldade de terminar um quebra-cabeça. Homens com autismo prestam mais atenção a detalhes.
Autismo pode ter relação com ‘comportamento masculino’, diz pesquisa.
Imagem: vetre/Shutterstock

A doutora afirmou ainda, ao site Medical Xpress, que as pessoas do sexo masculino conseguem fazer mais pontos que as mulheres em tarefas de atenção aos detalhes, enquanto as pessoas que possuem autismo pontuam ainda mais alto.

Liza relatou que os cérebros masculino e feminino possuem diversas diferenças, entre elas o tamanho e forma, e o objetivo do estudo é entender se o espectro autista, de fato, está relacionado a um cérebro tipicamente masculino. Fato que comprovaria a tese comum do “Cérebro Masculino Extremo”.

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“Nós derivamos uma medida baseada em dados das diferenças individuais ao longo de uma dimensão homem-mulher com base nas diferenças de sexo na forma subcortical do cérebro, ou masculinidade do cérebro. Consistente com a hipótese do Cérebro Masculino Extremo, encontramos uma pontuação média de masculinidade cerebral mais alta no grupo de ASD [sigla que em inglês significa “Transtorno do espectro autista”] do que nos controles “, afirmou a Dra. van Eijk.

A responsável pela pesquisa afirmou que ainda precisam realizar novos estudos longitudinais para desvendar as mudanças cerebrais e comportamentais que possam estar relacionadas ao espectro autista e se isso possui alguma relação com o sexo do indivíduo.

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