O Observatório Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19) divulgou hoje uma atualização semanal do número de óbitos maternos pelo SARS-CoV-2, com base em dados do Ministério da Saúde. Segundo o estudo, 1.412 gestantes e puérperas perderam a vida até o dia 17 de junho de 2021.

Outra estatística alarmante é que nos primeiros cinco meses e meio deste ano foram contabilizados 959 óbitos, ou seja, 111,7% a mais do que 2020 inteiro, que somou 453 mortes.

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A falta de acesso aos tratamentos da doença, como internação em unidade de terapia intensiva (UTI) e intubação, foram apontados como alguns dos obstáculos no atendimento a esse grupo. Os dados do observatório mostram que desde o início da pandemia, uma a cada cinco gestantes e puérperas que faleceram por Covid-19 não teve acesso a UTI e 33% não foram intubadas, o último recurso terapêutico que poderia salvá-las.

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Segundo o levantamento, entre março do ano passado e 16 de junho deste ano, data da mais recente atualização da base de dados SIVEP-Gripe do Ministério da Saúde, são 14.042 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Covid-19 e 1.412 óbitos, sem contar outros 11.785 registros com 296 mortes com SRAG não especificada, que na avaliação dos pesquisadores, podem ser também episódios de Covid-19.

Os registros também mostram que a letalidade da doença saltou de 7,4% no ano passado para 17% neste ano.

O objetivo do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 é dar visibilidade aos dados desse público específico e oferecer ferramentas para análise e fundamentação de políticas para atenção à saúde de gestantes e puérperas em relação ao novo coronavírus.

Uma a cada cinco gestantes/puérperas mortas por Covid-19 não teve acesso a UTI
Uma a cada cinco gestantes/puérperas mortas por Covid-19 não teve acesso a UTI. Créditos: Shutterstock

Vale ressaltar que a vacinação em grávidas e puérperas sem comorbidades já foi iniciada em alguns estados. Para ter direito à imunização, as gestantes precisam apresentar o documento de identificação e o cartão pré-natal. Para puérperas, mulheres de pós-parto de até 45 dias, é obrigatória a apresentação da certidão do bebê.

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