Em julho, a Harley-Davidson irá lançar uma nova motocicleta elétrica, agora por meio da nova marca, a LiveWire. Para o novo CEO da icônica fabricante americana, Jochen Zeitz, a investida em veículos do gênero é simplesmente uma parte inegável do futuro dos automóveis que não dá mais para negar.

“A eletrificação é uma realidade”, afirmou Zeitz durante o evento CNBC Evolve Global Summit, realizado na semanada passada. “O futuro será eletrificado [não só para carros, mas] também no motociclismo. Nós, da Harley-Davidson, queremos ser aqueles que irão liderar o setor”.

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As motos elétricas como foco da aclamada marca são algo que o CEO define como uma “desejabilidade” desde que entrou na empresa, em março de 2020. Após reforçar a situação financeira da empresa – que incluiu um plano ambicioso de cinco anos visando a produção veículos do tipo e a ressurreição da empresa depois de ter lutado financeiramente nos últimos tempos -, as ações da Harley-Davidson subiram 20% em 2021 e ainda mais no período de um ano. De acordo com o alemão, os resultados bons ocorrem porque ele e sua equipe estão selecionando as categorias em que podem se tornar um dos líderes, ou, no mínimo, traçar um caminho para a lucratividade. Em suma, foco no micro e não mais no macro.

Uma das motos elétricas da Harley-Davidson, a LiveWire. Imagem: Divulgação
Uma das motos elétricas da Harley-Davidson, a LiveWire – que dá o nome da submarca que produzirá novos veículos do tipo. Imagem: Divulgação

Recentemente, a montadora anunciou que a produção de veículos elétricos será feita por uma submarca, chamada LiveWire, fabricada nas instalações existentes da Harley. O nome é uma referência à primeira e única motocicleta movida por baterias que a empresa lançou há alguns anos, mas que não foi o maior sucesso de vendas e não é barata (cerca de US$ 30 mil). No entanto, o automóvel foi o primeiro passo em um mercado urbano que Zeitz vê como “parte do plano de transição de energia”.

A primeira nova moto elétrica está agendada para lançamento no dia 8 de julho durante o International Motorcycle Show, evento que ocorrerá em Irvine, no estado da Califórnia (EUA). Embora os detalhes não tenham sido fornecidos ainda, alguns estão começando a vazar. Por exemplo: formulários entregues ao National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) revelaram que o nome será LiveWire One e que o veículo deve entregar 102 cv de potência – exatamente o mesmo número da Harley-Davidson elétrica atual, o que leva a crer que a empresa simplesmente daria uma repaginada na moto atual.

Mas, por que a criação de uma submarca para o desenvolvimento de elétricos? No segmento tradicional da Harley-Davidson, Zeitz disse que a tecnologia “ainda não existe em termos de alcance e longevidade para que os EVs sejam um sucesso com seus clientes”, que ainda preferem motos à combustão. O CEO vê na LiveWire uma “grande oportunidade” para construir uma ponte entre o futuro elétrico e os entusiastas da marca original, que ainda não se acostumaram muito com a ideia.

Uma das motos elétricas da Harley-Davidson, a LiveWire. Imagem: Divulgação
A primeira moto elétrica da Harley-Davidson, a LiveWire. Imagem: Divulgação

“Todos os valores que tornaram a Harley ótima em termos de aventura, em termos de liberdade, você sabe, liberdade para a alma, como dizemos, também são valores que se traduzem muito na LiveWire, embora, você sabe, se traduzam em um público diferente, cliente mais urbano ”, disse ele.

Com o mercado de motos elétricas crescendo, seja em scooters e e-bikes até em veículos mais robustos, Zeitz acredita que parece certo de que a LiveWire seguirá os passos da Harley-Davidson e se tornará uma marca tão icônica quanto. No entanto, com o público mais conservador em relação à eletrificação, parece uma realidade ainda longe…

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Fonte: CNBC

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