Nesta quarta-feira (30) a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) afirmou que a vacina contra Covid-19 da AstraZeneca fabricada na Índia chamada Covishield não possui uso autorizado na União Europeia (UE).

Segundo um comunicado enviado pelo órgão regulador à agência de notícias AFP, mesmo que a Covishield possua tecnologia de produção análoga à Vaxzevria (vacina da AstraZeneca original), as vacinas podem apresentar diferenças.

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Frasco da vacina Covishield
Covishield: UE não autoriza uso da vacina da AstraZeneca fabricada na Índia. Imagem: Erika Richard/Shutterstock

“As vacinas são produtos biológicos. Mesmo pequenas diferenças nas condições de fabricação podem resultar em diferenças no produto final, e a legislação da UE, portanto, exige que os locais de fabricação e o processo de produção sejam avaliados e aprovados como parte do processo de autorização”, completou o órgão.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a vacina Covishield e lamentou que países recusem o imunizante. A União Africana protestou contra a atitude da UE, apontando que a ação pode prejudicar a África, onde a vacina é distribuída.

Richard Mihigo, do escritório regional da OMS para a África, comentou que a proibição é “uma grande vergonha porque a AstraZeneca-Covishield é exatamente a mesma vacina que a AstraZeneca-Vaxzevria, que é aceita na vacinação”. Segundo o representante da OMS, a única diferença entre as vacinas é local de distribuição.

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Em um comunicado em conjunto, a União Africana e os Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças afirmaram que a negativa da União Europeia à vacina da AstraZeneca fabricada na Índia coloca em risco o “tratamento equitativo” da população vacinada na África.

A EMA afirmou que comunicará qualquer pedido de autorização de comercialização para Covishield, assim como se houver qualquer alteração na aprovação de unidades de fabricação do imunizante Vaxzeria.

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