Estudo aponta desenvolvimento de problema cardíaco entre pessoas com HIV

Tamires Ferreira
Tamires Ferreira, editado por Eduardo Nuvens 30/06/2021 13:39, atualizada em 01/09/2021 14:10
HIV e problemas cardíacos. Imagem: Shutterstock

A maior rede global de estudos sobre HIV, o AIDS Clinical Trials Group (ACTG), publicou no JAMA Network Open uma recente descoberta a respeito da relação entre pessoas soropositivas e problemas cardíacos.  

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De acordo com o Medical Xpress, a pesquisa analisou 755 participantes com idades entre 40 e 75 anos e aproximadamente metade (49%) dos participantes tinham em comum placas ateroscleróticas em suas artérias coronárias – uma inflamação vinda da formação de placas de gordura, cálcio e outros elementos.

“Este estudo do REPRIEVE busca entender melhor por que as pessoas que vivem com HIV desenvolvem doenças cardíacas, mesmo quando seu HIV está bem controlado e não têm muitos fatores de risco tradicionais”, disse Judith Currier, MD, M. Sc., da Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

“REPRIEVE é o maior estudo de doenças cardiovasculares entre pessoas que vivem com HIV e este é um relatório inicial importante que prepara o terreno para descobertas futuras importantes.”

Estudo aponta desenvolvimento de problema cardíaco em comum entre pessoas com HIV. Imagem: Shutterstock
Estudo aponta desenvolvimento de problema cardíaco em comum entre pessoas com HIV. Imagem: Shutterstock

A pesquisa foi desenhada para identificar especificamente os fatores que contribuem para as doenças cardiovasculares entre pessoas que vivem com HIV.

Apesar de há muito se saber que pessoas com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) são mais suscetíveis a eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames, pouco se sabe sobre a prevalência e extensão da aterosclerose e os fatores biológicos que podem estar associados.

O grupo usou angiografia coronária para avaliar a quantidade de placa nas artérias coronárias dos participantes e correlacionar esses achados com amostras de sangue. Segundo os resultados, o desenvolvimento das placas foi associado a uma carga maior de fatores de risco, bem como a níveis mais elevados de inflamação, independentemente dos escores de risco tradicionais a qual o grupo já é exposto.

Na grande maioria (97%) as placas se apresentavam de forma leve, sem grandes estreitamentos da artéria. Entretanto, 23% dentre os participantes apresentaram placas com características que poderiam potencializar problemas cardíacos no futuro, também chamado de ‘placa vulnerável’.

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Ainda de acordo com o estudo, o desenvolvimento futuro de doenças cardiovasculares aumenta de acordo com maiores escores de risco ASCVD PCE – um índice de risco tradicional.

O ensaio clínico foi feio com participantes que apresentavam risco baixo e moderado, por isso, o grupo de pesquisadores pretende abordar então se a placa é significativa o suficiente para causar eventos cardiovasculares futuros, bem como se a terapia com estatina pode reduzir a inflamação e a incidência de ataques cardíacos e derrames.

“A doença cardíaca é a principal causa de doença e morte entre as pessoas que vivem com HIV, incluindo aquelas com a doença bem controlada que recebem tratamento antirretroviral”, disse o Dr. Steven Grinspoon, do Hospital Geral de Massachusetts.

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“Até agora, nossa compreensão da doença arterial coronariana entre pessoas que vivem com HIV tem sido muito limitada. Essas descobertas expandem significativamente nosso conhecimento e fornecem informações importantes que estabelecerão a base para nos ajudar a apoiar melhor a saúde e o bem-estar das pessoas que vivem com HIV. “

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Tamires Ferreira
Tamires Ferreira

Tamires Ferreira é jornalista formada pela Fiam-Faam e tem como experiência a produção em TV, sites e redes sociais, além de reportagens especiais. Atualmente é redatora de Hard News no Olhar Digital.

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Eduardo Nuvens

Eduardo Nuvens é editor(a) chefe no Olhar Digital

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