Pikachu e outros monstrinhos estiveram ao lado de norte-americanos que ocuparam por anos a base aérea de Bagram, no Afeganistão. Não se trata de um posicionamento político, mas decorre do fato de as tropas terem adeptos de ‘Pokémon Go’ em suas fileiras. O curioso assunto foi abordado pelo Stars and Stripes, jornal dedicado a temas das Forças Armadas dos EUA.

O tópico veio à tona em razão da saída das tropas dos Estados Unidos na região de Bagram, a principal instalação militar norte-americana no Afeganistão. A movimentação faz parte de uma promessa do presidente americano, Joe Biden, de retirar todos os soldados do país até 11 de setembro de 2001. Simbólica, a data marca os 20 anos do atentado terrorista às torres gêmeas do Word Trade Center.

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A reportagem do Stars and Stripes revelou capturas de tela do jogo mostrando “poképaradas” existentes na base de Bagram e conversou com alguns militares adeptos de ‘Pokémon Go’.

Captura de tela mostra Poképarada na base militar norte-americana em Bagram.
Segundo relatos de usuários, um dos locais onde se localiza um “Ginásio Pokémon” na base aérea foi atingido por morteiros. Crédito Stars and Stripes/Divulgação

“Não esperávamos que ‘Pokémon Go’ fosse prosperar em Bagram, mas foi isso o que aconteceu”, comentou à publicação Corey Olsen, técnico elétrico de helicópteros. Ele diz ter jogado o título com outros na base em 2019.

“Poder iniciar uma conversa sobre ‘Pokémon’ com um completo desconhecido no meio da zona de guerra era uma maneira de socializar”, afirmou o empreiteiro Wilbur Landaverde, que jogava à época em que trabalhava no local, em 2020.

Ginásios ocupados por militares

Destacado como capitão em 2019, John Sutter recorda um fato inusitado sobre as jogatinas enquanto esteve no local. Ele conta que certa vez um “Ginásio Pokémon” ocupado por um Voltorb, criatura elétrica do jogo que tem entre seus ataques uma explosão.

Alguns pokémon foram “abandonados” em ginásios localizados na área e permaneceram no local após saída dos soldados. Crédito Stars and Stripes/Divulgação

“Eu pensei… (nós) não podemos ter um dispositivo explosivo pokémon em uma base de operações”, lembra o militar, que resolveu enfrentar e derrotar a criatura.

Sutter também diz acreditar que, em breve, crianças afegãs irão reivindicar o domínio dos ginásios anteriormente ocupados por jogadores norte-americanos. “Talvez daqui a 20 anos eu pegue uma motocicleta e venha reivindicar aquele ginásio novamente”, brincou.

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