Um vazamento vem dando dor de cabeça aos cosmonautas, como os astronautas são chamados na Rússia, presentes na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). De acordo com a impressa russa, os tripulantes ainda não sabem onde está o problema, detectado pela primeira vez em setembro de 2019.

De acordo com a agência de notícias estatal russa RIA Novosti, o vazamento fez com que ar escapasse do segmento russo da ISS. Em outubro passado os cosmonautas fizeram um experimento para identificar e localizar o vazamento.

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Os russos deixaram um saquinho de chá flutuando em um compartimento, na expectativa de que o movimento do ar o arrastasse para a origem do vazamento. Quando ele foi identificado, os cosmonautas usaram substâncias adesivas para remendar as duas rachaduras encontradas, cada uma com menos de um milímetro de largura.

Mas não foi o suficiente, e o laboratório em órbita mostra os sinais da idade. Segundo a RIA, o segmento russo da Estação Espacial ainda está vazando ar. Pyotr Dubrov, cosmonauta locado na estação atualmente, passou um tempo trabalhando na investigação da câmera de transferência do segmento russo em busca de outros buracos.

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O cosmonauta russo Pyotr Dubrov (em caminhada espacial na foto) é quem tenta identificar os vazamentos internos. Imagem: ESA/Thomas Pesquet

Dubrov não conseguiu encontrar as rachaduras, usando um detector de fluxo de ar. Contudo, não há motivo para grande preocupação, pois a taxa de vazamento é muito baixa e não representa perigo para a tripulação presente na ISS.

A equipe vai precisar passar um fim de semana inteiro no segmento russo no próximo mês, enquanto as escotilhas da ISS forem fechadas para monitoramento da pressão do ar.

A Nasa não comentou os relatórios da RIA. Especialistas, por sua vez, sugerem que as rachaduras são referentes à fadiga do metal ou resultado do impacto de micrometeoritos na parte externa da Estação Espacial.

Via: Futurism

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