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Nesta segunda-feira (12), a Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou que planeja evitar desvios na manipulação do código genético humano (DNA). A decisão se encontra diante dos progressos da ciência que podem garantir que os avanços beneficiem o maior número de pessoas.
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“À medida que a pesquisa rastreia cada vez mais o genoma humano, devemos minimizar os riscos e aproveitar a maneira como a ciência pode levar a uma saúde melhor para todos e ao redor do mundo”, disse a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde, dra. Soumya Swaminathan.
A implantação de instrumentos – como as tesouras moleculares – revolucionou totalmente a manipulação do DNA, gerando assim, novas perspectivas e abrindo caminhos para experiências inusitadas.
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O comitê – criado exclusivamente para isso – sugere que as autoridades nacionais e regionais facilitem a vigilância, ou seja, categorizem os ensaios clínicos que envolvam a edição do genoma humano através de palavras-chave.
Inclusive, formas que também facilitem o rastreamento e otimizem a instalação de um mecanismo de avaliação para detectar os ensaios clínicos que podem causar problemas.
No ano de 2018, um pesquisador chinês espantou o mundo ao trazer bebês com o DNA modificado com o objetivo de torná-los resistentes ao vírus da aids, conforme explicou a Dra. Swaminathan como um exemplo de possíveis variações.

Imagem: Ktsdesign/Shutterstock
Já em junho de 2019, um pesquisador russo, Denis Rebrikov, falou da sua ideia de fazer uma manipulação semelhante. Então, a OMS pediu o fim das pesquisas sobre a modificação do genoma humano.
Ademais, o comitê solicitou ao órgão da ONU que aumente o seu registro internacional de ensaios clínicos quando diz respeito à edição do genoma humano. Além disso, deve ser criado um estudo específico para supervisionar a pesquisa pré-clínica.
Fonte: UOL
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