O Facebook garante que a aceitação da vacina da Covid-19 entre seus usuários aumentou de 70% em janeiro para 85% em julho, e que tem trabalhado para conter a desinformação sobre os imunizantes nas suas redes. A declaração, publicada pela empresa, é uma resposta ao comentário feito pelo presidente norte-americano Joe Biden de que o Facebook estaria “matando pessoas” ao permitir a disseminação de fake News.

Os EUA estão registrando uma desaceleração nas taxas de vacinação e um aumento nos casos de Covid-19, e a Casa Branca lançou uma campanha pressionando o Facebook e outras plataformas a agirem de forma mais agressiva para conter a desinformação sobre as vacinas contra o coronavírus. Por lá, o número de casos quanto as mortes relacionadas ao vírus aumentaram nas últimas semanas, à medida que novas variantes atingem a população não vacinada.

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Em resposta, a rede social declarou que “embora a mídia social desempenhe um papel importante na sociedade, é claro que precisamos de uma abordagem de toda a sociedade para acabar com esta pandemia”. Para a companhia, fatos – “não alegações” – devem ajudar a informar esse esforço. “O fato é que a aceitação da vacina entre os usuários do Facebook nos Estados Unidos aumentou. Esses e outros fatos contam uma história bem diferente da promovida pelo governo nos últimos dias”, afirma a nota.

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Para sustentar seu argumento, o Facebook afirma que 85% da sua base de usuários nos Estados Unidos foi ou deseja ser vacinados contra a Covid-19. “A meta do presidente Biden era que 70% dos americanos fossem vacinados até 4 de julho. O Facebook não é a razão pela qual essa meta foi perdida”. A empresa ainda diz que adota as mesmas políticas Reino Unido e no Canadá, “que têm taxas semelhantes de uso do Facebook aos dos EUA, e esses países alcançaram mais de 70% de vacinação das populações elegíveis”.

A rede social sugere que “o resultado nos Estados Unidos vai além do Facebook”, sem explicar exatamente quais seriam as outras causas para a desaceleração na vacinação. Por outro lado, o Facebook destaca que “mais de 2 bilhões de pessoas viram informações confiáveis ​​sobre Covid-19 e vacinas” nas suas redes, mas não apresentou dados sobre quantas informações incorretas escapam do seu monitoramento, ou quantas pessoas teriam sido impactadas por elas.

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