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Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, descobriram que um medicamento chamado Masitinib, usado no tratamento de tumores em cães, está sendo testado contra o vírus da Covid-19. De acordo com os cientistas, é possível que o remédio seja eficaz no tratamento da doença em humanos já infectados.
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Até o momento, a droga passou por vários ensaios clínicos, mas ainda não recebeu a autorização para ser testada em humanos. Nos testes em culturas de células humanas e em modelos de camundongo, o remédio inibiu a replicação do vírus Sars-CoV-2, levando a cargas virais muito mais baixas, o que, em humanos, pode representar casos de Covid-19 mais leves e menos transmissíveis.

Por agir como inibidor da principal enzima do vírus da Covid-19, o Masitinib também se demonstrou eficaz contra as principais variantes, como a Gama e a Delta. Por conta disso, o medicamento pode ter o potencial de tratar pacientes com Covid-19, especialmente nos estágios iniciais da doença. Para os pesquisadores, além das vacinas, é importante ter tratamentos medicamentosos contra a Covid.
Mais de um ano de pesquisas
Os cientistas da Universidade de Chicago começaram a pesquisar potenciais medicamentos contra o Sars-CoV-2 já em março do ano passado. Os potenciais candidatos estavam em uma biblioteca de mais de 1.900 medicamentos clinicamente seguros contra o OC43, o coronavírus que causa o resfriado comum, que pode ser estudado em condições normais de biossegurança.
Em seguida, os pesquisadores escolheram os 30 melhores candidatos, que foram estudados já contra o Sars-CoV-2 em um laboratório com protocolos de segurança biológicas mais rígidos. Foi nessa fase que eles conseguiram descobrir que o Masitinib conseguia inibir completamente a enzima viral 3CL, que permite ao coronavírus se replicar dentro de uma célula.
De cães para humanos
Apesar de o Masitinib só ser aprovado para tratar tumores de mastócitos em cães, o medicamento já foi submetido a testes clínicos em humanos para o tratamento de várias doenças, incluindo melanoma, mal de Alzheimer, esclerose múltipla e asma. Nestes testes, foi demonstrado que ele é seguro em humanos, mas possui alguns efeitos colaterais importantes.
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Entre os efeitos adversos, estão distúrbios gastrointestinais, surgimento de edemas, além de potencialmente aumentar o risco de surgimento de doenças cardiovasculares nos pacientes. Por conta disso, serão necessários mais estudos em modelos animais para averiguar a segurança do medicamento para testes clínicos em humanos.
Com informações do Medical Xpress