Na próxima quarta-feira (28) é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra Hepatites Virais, como a hepatite C, uma das mais conhecidas por sua gravidade. O Brasil se coloca na liderança mundial em campanhas de testagem e tratamento da doença.

O país, contudo, segue sofrendo com a apresentação de dados sobre a hepatite C, assim como com outras doenças. O DataSUS, portal do Ministério da Saúde focado na distribuição de dados da pasta, apresenta uma atualização pouco satisfatória.

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Ilustração mostrando a anatomia humano com foco no fígado, órgão afetado pela hepatite C
Brasil precisa atualizar os dados sobre a Hepatite C. Im,agem: Kateryna Kon/Shutterstock

Segundo o UOL, os boletins epidemiológicos sobre a hepatite C são publicados apenas no mês de julho, o que afeta a capacidade de acompanhamento e foco no tratamento nas diversas localidades do país.  

O Tabnmet, portal que compila os casos de hepatite C, não é atualizado desde 2017, enquanto o Painel de Indicadores de Hepatites Virais registra dados até 2019 e óbitos até 2020, impossibilitando o detalhamento das informações.

A dificuldade na distribuição de informação prejudica a definição de atitudes de combate à doença e até mesmo o acompanhamento de pacientes. Além de impossibilitar o monitoramento a nível nacional da evolução da hepatite C.

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O que é a hepatite C?

A doença é um processo infeccioso causado pelo vírus C da hepatite e pode se manifestar de maneira aguda ou crônica, sendo que a segunda opção é mais comum.

A evolução da doença é silenciosa e se caracteriza em um processo infeccioso do fígado. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 60% a 85% dos casos de hepatite C se tornam crônicos, enquanto cerca de 20% evoluem para cirrose.

O Ministério da Saúde afirma que até 2016 estimava-se que 657 mil brasileiros tivessem a infecção. A pasta alerta ainda que a maior parte dos pacientes desconhecem o seu quadro infeccioso.

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