Um meteoro emitiu forte luz antes de explodir no céu da Noruega e cair em uma região florestal de difícil acesso, segundo investigadores locais e especialistas em objetos vindos do espaço. Residentes relataram às autoridades “um forte som explosivo” e “forte corrente de ar”.

O episódio, ocorrido no último dia 25, marca o terceiro incidente mais notável envolvendo um objeto do espaço entrando na Terra este ano — em março, um meteoro cruzou os céus da Inglaterra, País de Gales e o norte da França, e outro passou por Vermont, nos EUA, no mesmo mês.

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Segundo imagens registradas por diversos moradores, o meteoro que iluminou o céu noturno da Noruega é “estranhamente grande” e deixou uma trilha de flashes de luz em torno de 1h da manhã, antes de cair na região conhecida como “Finnemarka” — a pouco mais de 60 quilômetros (km) da cidade de Oslo —, com densas florestas e de difícil acesso. Por causa disso, especialistas estimam que a recuperação de seus fragmentos — os meteoritos — possa levar até 10 anos.

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Segundo Morten Bilet, um colecionador de meteoritos e pesquisador da Rede Norueguesa de Meteoros (NMN, na sigla em inglês), o objeto chegou a uma velocidade média de 72 mil quilômetros por hora (km/h), e devido ao seu porte avantajado e altíssima velocidade, deixou um rastro de luz intenso o suficiente para iluminar a noite por algo entre 3 e 5 segundos.

À agência de notícias Reuters, Bilet afirmou que o meteoro chegou na Terra após ser desviado de seu curso original — ele viajava entre Marte e Júpiter, quando bateu em um asteroide no cinturão, mas não pôde oferecer mais detalhes de sua “visita”: “com um objeto desse tamanho, é quase impossível termos uma visão detalhada sobre tudo”, disse o especialista. “Seria mais fácil se ele tivesse uma trajetória mais íngreme. Nós ainda não sabemos se era um meteoro rochoso ou de ferro”.

A diferença entre meteoros de pedra (rochosos) ou de ferro reside no seu ponto de origem: o primeiro tipo normalmente “nasce” como um pedaço da crosta de um planeta ou asteroide, que se desprendeu do corpo principal. Meteoros de ferro, por outro lado, têm sua natureza iniciada do núcleo desses mesmos objetos. No caso do objeto de Oslo, ele pode ser classificado como “bólido” — nome dado a objetos com brilho igual ou maior que Vênus, e são capazes de iluminar por completo o céu noturno.

Esse tipo de meteoro emite toda essa luz graças a dois fatores: tamanho e velocidade. Normalmente, os bólidos são maiores que a média, e navegam a uma velocidade muitas vezes maior que a do som. Esses dois fatores contribuíram para a geração de imenso atrito na entrada da nossa atmosfera, “queimando” o objeto a ponto de ele explodir no céu. Milhares de episódios do tipo ocorrem todo dia, mas normalmente não percebemos por eles serem pequenos demais para serem vistos a olho nu, ou porque objetos maiores caem em regiões inabitadas.

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