A startup de neurotecnologia Synchron impôs uma derrota à Neuralink, uma das empresas do bilionário Elon Musk, ao se tornar a primeira empresa a receber aprovação regulatória do FDA, órgão dos Estados Unidos similar à nossa Anvisa, para começar a testar implantes cerebrais em voluntários humanos.

Com essa autorização dada pelo FDA, a Synchron anunciou que espera iniciar estudos em humanos ainda este ano. O produto da empresa, batizado de Stentrode, é um implante neural que se conecta ao cérebro por meio da jugular. O objetivo é usá-lo como uma interface cérebro-computador para conceder o controle de dispositivos externos usados por pessoas com paralisias.

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Batendo as rivais

A autorização coloca a Synchron à frente de rivais do setor, com destaque para a Neuralink, que recebe um pesado aporte financeiro de Elon Musk, mas ainda não conseguiu saltar dos experimentos dos implantes cerebrais em animais para os primeiros testes em humanos. Em um comunicado à imprensa, o CEO da empresa, Thomas Oxley, comemorou a decisão do FDA.

Demonstração do funcionamento do implante Stentrode, da Synchron

Para Oxley, o anúncio representa um resultado satisfatório para anos de testes de segurança realizados em conjunto com o FDA. Segundo ele, a empresa e o órgão regulatório têm trabalhado juntos para abrir caminho para a primeira aprovação comercial de um implante cerebral permanente para o tratamento de paralisias.

Mercado aquecido

A vitória da Synchron sobre a Neuralink, em partes, acontece porque o Stentrode oferece uma abordagem muito menos invasiva em comparação com o implante da empresa de Elon Musk. O implante da Neuralink inclui vários fios, que são perfurados no crânio do usuário, em contrapartida, o implante da Synchron pode ficar totalmente fora do crânio.

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Porém, a Neuralink e a Synchron não são os únicos dois players fortes no mercado de implantes cerebrais. Na semana passada, a empresa de neurotecnologia Paradromics conseguiu um aporte de R$ 100 milhões para desenvolver e refinar seu implante neural, que também pretende dar a pessoas paralisadas a capacidade de se mover e se comunicar através de uma interface cérebro-computador.

Com informações do Futurism

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