O mês de agosto não começou muito confortável para o Zoom. Neste domingo (1), a empresa de videoconferência aceitou pagar US$ 85 milhões – cerca de R$ 435 milhões, na atual conversão – para encerrar uma ação coletiva por violação de privacidade nos Estados Unidos.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o processo apontava que o Zoom compartilhava dados pessoais de seus usuários com Facebook, Google e LinkedIn, além de permitir que hackers interrompessem as reuniões que estavam acontecendo na plataforma, em uma prática que ficou conhecida como ‘Zoombombing’.

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Aplicativo Zoom aberto em smartphone
Zoom paga US$ 85 milhões para encerrar processo de violação de privacidade. Imagem: DANIEL CONSTANTE/Shutterstock

“A privacidade e a segurança de nossos usuários são as principais prioridades do Zoom, e levamos a sério a confiança que nossos usuários depositam em nós”, declarou a empresa ao negar que tenha agido de má-fé nestes casos.

O acordo, que ainda requer aprovação da juíza Lucy Koh, da Califórnia, estabelece que a plataforma de videoconferências crie um “fundo de caixa irreversível de US$ 85 milhões para pagar reivindicações válidas, custos de serviço e administração, pagamentos de serviços a representantes de classe e honorários advocatícios e custas judiciais”.

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Também está previsto no acordo que os requerentes da ação coletiva têm direito a 15% de reembolso do valor da assinatura do serviço debitado pelo Zoom. Sendo de US$ 25 no que for maior e US$ 15 para o restante.

A empresa, que teve seu sucesso estabelecido durante a pandemia de Covid-19, também concordou que adicionará novas medidas de segurança à plataforma, como a alteração de usuários quando os anfitriões das reuniões ou outros participantes utilizarem aplicativos de terceiros em videoconferências, além de fornecer treinamento especializado aos funcionários sobre privacidade e manuseio de dados.

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