De acordo com novos dados preliminares da Counterpoint Research, a Xiaomi deve superar a Samsung e tomar a liderança no ranking global de vendas de smartphones. As informações levam em conta o amplo crescimento da chinesa, versus restrições técnicas enfrentadas pela sul-coreana.

Entretanto, a mesma Counterpoint aponta que o sonho terá vida curta: a Samsung deve retomar a frente após o lançamento de sua nova geração de smartphones dobráveis – a expectativa é a de que a empresa os revele no evento Galaxy Unpacked, programado para o próximo dia 11.

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Imagem mostra o Mi 11 Ultra, smartphone topo de linha da Xiaomi, que deve superar a Samsung e tomar o primeiro lugar no ranking de vendas de smartphones
O smartphone topo de linha Mi 11 Ultra, da Xiaomi, é apontado como um dos responsáveis pelo sucesso da empresa, que deve superar a Samsung no volume de vendas globais de celulares. Imagem: Jack Skeens/Shutterstock

Até junho deste ano, as vendas mensais da Xiaomi aumentaram em 26%, dando à empresa uma fatia de mercado de 17,1%, enquanto a Samsung não passou dos 15,7%. Especificamente, o levantamento da Counterpoint cita o Redmi Note 10 como o principal intermediário do mercado na atualidade, enquanto o topo de linha Mi 11 Ultra briga de igual para igual com as principais marcas de alto padrão do setor.

“Desde que a queda da Huawei começou, a Xiaomi vem promovendo esforços consistentes e agressivos para preencher o vazio deixado por esse declínio”, disse Tarun Pathak, diretor da Counterpoint. “A fabricante tem se expandindo em cima dos legados da Huawei e Honor em mercados como China, Europa, Oriente Médio e África. Em junho, a Xiaomi teve auxílio extra da recuperação desses setores, enquanto a Samsung enfrentou restrições ligadas à cadeia de fornecimento”.

Provavelmente, Pathak está se referindo à fábrica da Samsung no Vietnã, que foi forçada a fechar devido ao avanço da Covid-19 no país. A empresa sul-coreana inaugurou a planta no início de março de 2020 – justamente o mês em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o novo coronavírus (Sars-Cov-2) como um caso de pandemia.

Isso, aliado também às dificuldades de fornecimento de componentes para a produção de chips de processamento – algo que afetou diversas empresas multinacionais.

Enquanto isso, a Xiaomi parece estar surfando em uma onda não só alta, mas duradoura: antes dos dados mais atuais da Counterpoint, a fabricante chinesa já havia superado a Apple na escala global (tornando-se a segunda maior fabricante do mundo), e depois bateu a própria Samsung no mercado europeu.

Resta saber se a previsão da Counterpoint vai se confirmar: se sim, então a fase “Xiaomi líder” será curta e superada pela Samsung, ainda em agosto.

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