O estudo, realizado pela Visa Consulting & Analytics, avaliou os 5,5 mil municípios brasileiros em relação ao grau de desenvolvimento das plataformas de pagamentos digitais. O resultado foi surpreendente: apenas 3,8% das cidades podem ser consideradas “maduras”, ou seja, que possuem acesso às novas tecnologias de pagamento, como cartões por aproximação, aplicativos que permitem usar o smartphone como maquininha, dentre outros.

A maioria (75%) foi classificada como iniciantes ou emergentes, o que significa que ainda precisa de investimentos para alavancar no segmento. Já os 20,8% restantes, representam municípios em fase de transição.

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O índice também confirmou outro fato marcante: há uma enorme diferença entre os grandes centros urbanos e as cidades de médio e pequeno porte. Por região, o Sul e o Sudeste concentram a maior parte das cidades “maduras”, como Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), São Bernardo do Campo (SP) e Vila Velha (ES).

Em contrapartida, pelo menos 80% das cidades iniciantes estão nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranhão e Paraíba.

O levantamento também considerou diversos outros parâmetros como: número de cartões por habitante; transações de débito e de crédito; quantidade de saques; número de agências bancárias e caixas eletrônicos; acessos à banda larga; dados de maquininhas de pagamento por habitante; Produto Interno Bruto (PIB); nível de emprego e desemprego; Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); dentre outros.

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Transição para meios de pagamentos digitais

Cliente segurando um smartphone e realizando um pagamento digital com a vendedora no balcão de uma loja
Uma das finalidades da pesquisa é estimular a transição do uso do dinheiro físico para os pagamentos eletrônicos. Imagem: Shutterstock/Reprodução

A meta da Visa com o levantamento é utilizar os resultados para planejar ações estratégicas em estabelecimentos comerciais, identificando, por exemplo, comerciantes que, por algum motivo, ainda não aceitam pagamentos com cartão, além de priorizar esforços para aumentar o número de cartões emitidos.

Outro estudo, desta vez da Roubini ThoughtLab, corrobora com as afirmações prestadas pelo estudo da Vida e mostra que diminuir o uso de dinheiro físico para ampliar o de pagamentos digitais gera um impacto positivo nos municípios em termos de maior crescimento econômico, mais arrecadação fiscal, geração de empregos, influenciando até mesmo no aumento salarial.

Também há benefícios para consumidores, já que os pagamentos digitais são considerados mais práticos e seguros.

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