No começo do mês, a Honda causou furor ao lançar na China a super econômica U-GO, uma scooter por US$ 1.150 (R$ 6.073). Agora, ela dobra a aposta (ou corta pela metade?), com uma outra scooter, pela ninharia de US$ 475 (R$ 2.508 na cotação de hoje). Uma scooter Honda ridiculamente barata, enfim. Haverá uma pegadinha?

Depende do que você quer. Se a U-GO já era um veículo de uso exclusivamente urbano, com uma velocidade máxima de 55 km/h, a U-BE está mais para um patinete com bancos. Ou bicicleta: sua máxima foi definida pela máxima das bicicletas em ruas chinesas, 25 km/h. O motor na roda traseira é de 350 W – na China, isso é medido em potência média, o que significa que o topo pode ser um pouco mais que o dobro. Menos que um liquidificador mais potente, mas capaz de levar pessoas.

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É Honda, é scooter e é barata

Vale o que custa: o preço é menos que um celular intermediário, para um veículo que, como diziam do Fusca, leva você do mesmo jeito. Só chega depois. Na China em particular, onde há uma longa tradição de usar bicicletas, é bastante atraente. E provavelmente no Brasil também, se mais pelo preço.

Scooter U-BE
Scooter U-BE e suas duas cores (Divulgação)

Porque é prático: com um motor tão simples, vai longe: o veículo será vendido em três opções de bateria: 48V15Ah, de 720 watts hora, 48V20Ah (960 Wh), e 48V24Ah (1,152 Wh). Respectivamente com autonomia para 55 km, 70 km e 80 km. Uma autonomia que pode, aliás, ser aumentada, caso você decida usar os pedais que são incluídos no modelo.

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Se chegar no Brasil, e se os impostos não jogarem os preços na estratosfera (considerando os preços dos celulares, dá para chutar que Honda U-BE seja de fato uma scooter bem barata, algo na faixa dos R$ 4 mil). Pelas regras do Detran, uma scooter assim não é considerada ciclomotor, não exige habilitação, e pode andar em ciclovias.

Perguntamos à Honda se há chances do U-BE chegar ao Brasil. A resposta não soa muito animadora:

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Não há nenhuma informação oficial sobre a chegada do modelo ao Brasil. A Honda estuda continuamente a introdução de novas tecnologias no mercado brasileiro, mas seguimos a política de oferecer a tecnologia certa, no local certo, no momento certo. Para isso, é preciso avaliar diversos fatores como a matriz energética do país, a infraestrutura pública, as características do mercado, geográficas, e o perfil do consumidor. Isso faz com que a velocidade e própria viabilidade de introdução dos motores elétricos varie de país para país.

Posicionamento oficial da Honda

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