O efeito de “lente gravitacional” previsto pelo físico alemão Albert Einstein em 1912 foi registrado por uma nova imagem produzida pelo telescópio espacial Hubble e, como sempre, os resultados impressionam tanto quanto a explicação científica deles.

Segundo o enunciado, a “lente gravitacional” é um outro aspecto da gravidade. Basicamente, assim como em uma lente de vidro, a luz é distorcida e amplificada graças à presença de um ou mais corpos de massa extrema, permitindo que o espaço-tempo se “contorça” a ponto de podermos visualizá-lo — ainda que a uma extrema distância de sua posição.

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Imagem mostra o efeito de lente gravitacional previsto por Albert Einstein, fotografado pelo Hubble. A foto mostra quatro pontos de luz circulando outros dois pontos centralizados, mas na verdade são apenas três corpos
Quantos pontos de luz você vê no anel? Seus olhos dizem “quatro”, mas na verdade, é apenas um, cuja apresentação é ampliada pelo efeito de lente gravitacional previsto por Albert Einstein em 1912. Imagem: ESA/Divulgaçao

Na imagem acima, produzida pelo Hubble e divulgada nesta semana pela ESA, nós vemos seis objetos: quatro pontos de luz ligados por um anel, girando em torno de outros dois pontos de luz, mais dourados.

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Bom, esses “seis” pontos, na verdade, são três. Especificamente, duas galáxias no centro, mais um quasar girando ao fundo. A razão de vermos o anel quadruplicado é porque a luz do quasar é amplamente distorcida e amplificada pelo campo gravitacional imenso da região. Como a massa das duas galáxias ao centro é incrivelmente alta, isso causa uma curvatura no espaço-tempo ao seu redor. Qualquer luz — como a luz do quasar — que entrar nesse campo não terá escolha a não ser seguir essa curvatura.

O interessante é que o efeito postulado por Albert Einstein e capturado pelo Hubble é justamente uma das principais ferramentas usadas por cientistas para “enxergar” no espaço — tanto em aspectos mais próximos, como em pontos mais distantes. Teoricamente, tudo que tem massa pode servir como lente gravitacional — a quantidade de massa é que vai determinar a “força” do efeito.

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Mais além, a lente gravitacional nos permite “pesar” galáxias inteiras — um passo essencial no mapeamento de regiões com forte presença da chamada “matéria escura”, a invisível e extremamente poderosa fonte de massa que gera ainda mais gravidade, mas que nós não conseguimos enxergar diretamente nem tampouco explicar por meio do que já detectamos no espaço.

A lente gravitacional pode funcionar em várias escalas, nos ajudando, por exemplo, a detectar buracos negros de grande porte dentro da Via Láctea, ou até mesmo objetos bem menores, como exoplanetas errantes (aqueles que não estão presos a uma estrela e, consequentemente, não refletem luz).

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A imagem acima está disponibilizada em tamanho de papel de parede (com pouco mais de 30 MB) no site da ESA, a agência espacial europeia.

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